Donald Trump, em redes social, que Irã pediu um cessar fogo; ele disse que só irá considerar a proposta se o Estreito de Ormuz for liberado
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Com agências
(Brasília-DF, 01/04/2026). Nesta quarta-feira, 01 de abril, antes de um pronunciamento nacional sobre a guerra contra o Irã - o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o presidente iraniano deseja um cessar-fogo.
"O presidente do Irã acaba de pedir um CESSAR-FOGO aos Estados Unidos da América!", publicou Trump em sua plataforma Truth Social.
"Consideraremos isso quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido. Até lá, vamos bombardear o Irã até a destruição ou, como se diz, de volta à Idade da Pedra!!!", acrescentou.
Na terça-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, em uma ligação telefônica, que a República Islâmica tinha a "vontade necessária" para encerrar a guerra com os EUA e Israel, desde que seus inimigos garantissem que ela não recomeçaria.
No entanto, no topo da estrutura de poder do Irã está o Líder Supremo. Após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, seu filho, Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhido como seu sucessor.
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez declaração.
"Nunca buscamos a tensão nem a guerra em nenhum momento e temos a determinação necessária para pôr fim a esta guerra se as condições exigidas forem cumpridas, especialmente as garantias necessárias para impedir que a agressão se repita", afirmou.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou recentemente que Teerã não respondeu a nenhuma das 15 propostas dos EUA nem apresentou ainda suas próprias condições para pôr fim ao conflito.
O chefe da diplomacia iraniana destacou que "não estão ocorrendo negociações" formais com Washington, mas apenas uma troca de mensagens por meio de aliados regionais, e ressaltou que a República Islâmica do Irã "não aceitará um cessar-fogo" e se declara preparada para "qualquer confronto terrestre".
( da redação com informações da AP, AFP, DW. Edição: Política Real)