31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Guerra no Irã pode levar 4 milhões à pobreza nos países árabes, diz ONU

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Por Politica Real com agências
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Uma imagem do prédio sede das Nações Unidas Foto: Arquivo da Política Real

Com agências

(Brasília-DF, 31/03/2026). O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) calcula que a guerra no Oriente Médio pode subtrair das economias dos países árabes entre 3,7% e 6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) conjunto e empurrar quatro milhões de pessoas para a pobreza.

As perdas podem chegar a 194 bilhões de dólares, o que supera o crescimento acumulado do PIB regional alcançado em 2025, indicou o escritório regional da agência da ONU em um relatório preliminar publicado nesta terça-feira.

Por outro lado, o desemprego aumentará até 4 pontos percentuais, o que representa uma perda de 3,6 milhões de empregos - número superior ao total de postos de trabalho criados na região em 2025 -, acrescenta o relatório, intitulado Escalada militar no Oriente Médio: implicações econômicas e sociais para a região dos Estados árabes.

Este retrocesso pode empurrar quatro milhões de pessoas para a pobreza, sendo a zona do Levante (Iraque, Líbano, Jordânia, Palestina e Síria) a mais afetada, onde a pobreza aumentaria 5%, atingindo cerca de 3,3 milhões de pessoas, segundo as previsões do organismo.

De fato, o Levante, onde ocorre também uma grave escalada militar israelense no Líbano iniciada dois dias após a guerra no Irã, absorverá 75% do aumento total da pobreza na região.

Como indicou o PNUD, os resultados destacam que os impactos não são uniformes e variam significativamente em toda a região, devido às características estruturais de suas principais sub-regiões.

As estimativas sugerem que as maiores perdas macroeconômicas se concentram no Conselho de Cooperação do Golfo (Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) e no Levante, onde a elevada exposição às perturbações comerciais e à volatilidade dos mercados energéticos provoca quedas importantes na produção, no investimento e no comércio.

Por outro lado, espera-se que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) diminua em toda a região aproximadamente entre 0,2% e 0,4%, o que equivale a um retrocesso de cerca de meio ano a quase um ano no progresso do desenvolvimento humano.

O diretor do escritório regional do PNUD, Abdallah Al Dardari, afirmou no relatório que esta crise "faz soar os alarmes para que os países da região reavaliem de maneira fundamental suas decisões estratégicas em matéria de políticas fiscais, setoriais e sociais".

Além disso, avaliou as descobertas como "importantes" e "urgentes" para "reforçar a cooperação regional para diversificar as economias, indo além da dependência do crescimento impulsionado pelos hidrocarbonetos".

( da redação com informações da EFE. Edição: Política Real )