31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Chancelaria do Irã nega conversações com Donald Trump; presidente dos Estados Unidos reafirma negociações “"se eles derem continuidade ao acordo, isso acabará com o conflito", disse Trump

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Abbas Araghchi, Foto: Arquivo da Política Real

Com agências

(Brasília-DF, 23/03/2026) O Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou, em um comunicado divulgado pela mídia iraniana nesta segunda-feira ,23, que não há nenhum diálogo em andamento entre Teerã e Washington.

Na mensagem, a chancelaria afirmou que as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fazem parte de "tentativas de reduzir os preços da energia e ganhar tempo para implementar seus planos militares".

O ministério indicou que existem iniciativas promovidas por países da região para reduzir as tensões, mas ressaltou que o Irã não se considera responsável pelo início do conflito. "Não fomos nós que iniciamos esta guerra e todos esses pedidos devem ser dirigidos a Washington", afirmaram as autoridades no comunicado.

As declarações da chancelaria do Irã foram feitas depois que um funcionário iraniano afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de atacar infraestruturas críticas iranianas quando ameaças militares de Teerã se tornaram "críveis".

A fonte destacou que "não houve negociações nem há", e alertou que, com o ultimato anunciado por Trump, o Estreito de Ormuz não voltará à situação anterior ao conflito e não haverá calma nos mercados de energia.

Reação

Donald Trump, reafirmou nesta segunda-feira ,23, a existência de um diálogo com o Irã, após o Ministério das Relações Exteriores iraniano negar alegações anteriores do presidente americano sobre tais tratativas.

O lado iraniano "deveria encontrar melhores profissionais de relações públicas", ironizou Trump, ao ser confrontado por um repórter que mencionou a declaração da chancelaria iraniana acusando-o de mentir sobre negociações. Segundo autoridades do país, as falas de Trump fazem parte de "tentativas de reduzir os preços da energia e ganhar tempo para implementar seus planos militares".

Mais cedo, Trump havia ordenado ao Departamento de Guerra a suspensão de todos os ataques contra a infraestrutura energética e as usinas de energia iranianas, afirmando que conversas "muito positivas e produtivas" haviam ocorrido nos últimos dias. Segundo o presidente, seu genro, Jared Kushner, e seu enviado especial, Steve Wikoff, mantiveram conversas "muito sólidas" com Teerã, conseguindo chegar a "pontos importantes do acordo".

"Eu diria que quase todos os pontos", acrescentou, indicando que as negociações correram "muito bem" e que, "se eles derem continuidade ao acordo, isso acabará com o conflito".

Ele ainda alegou que os americanos estão em contato com o homem "mais respeitado" que atua como "líder" no Irã, esclarecendo que não se refere ao novo líder supremo, Mojtaba Khamenei. "Ninguém ouviu nada dele [...] não sabemos se ele ainda está vivo", disse.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)