Ataque do Irã em Israel gerou mais de 100 feridos e 10 em estado grave; Irã diz que mídia israelense está sendo censurada e que 200 foram feridos e 20 pessoas mortas
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Com agências
(Brasília-DF,.22/03/2026). Neste domingo, 22, Israel elevou a mais de cem o número de feridos no ataque iraniano de sábado , 21, contra duas cidades no sul do país, próximas a um complexo nuclear, depois que os sistemas de defesa aérea falharam em interceptar projéteis.
Em Dimona e Arad, ao sul, foram registrados 33 e 84 feridos, respectivamente, totalizando 117 pessoas. Pelo menos dez estavam em estado grave.
O exército israelense disse que investigaria a falha na interceptação em Dimona e Arad. "Os sistemas de defesa aérea operaram, mas não interceptaram o míssil", escreveu no X o porta-voz militar, brigadeiro‑general Effie Defrin.
Em resposta, Israel lançou uma nova onda de ataques contra Teerã neste domingo.
Já ao norte, perto da fronteira com o Líbano, uma pessoa morreu nesta manhã por disparos de foguetes vindos do país vizinho. Os bombeiros locais disseram que as chamas engoliram dois veículos após um "acerto direto".
A morte é a primeira do lado israelense causada por um ataque vindo do território libanês desde o início dos confrontos com a milícia Hezbollah, em 2 de março, em meio à guerra no Oriente Médio.
O Hezbollah afirmou ainda ter alvejado soldados israelenses na região.
Também nesta manhã, explosões foram ouvidas e sirenes de ataque aéreo soaram em Jerusalém. O exército emitiu vários alertas afirmando ter identificado que "mísseis foram lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel".
O serviço de emergência informou, após o primeiro alerta, que não havia relatos imediatos de vítimas. Equipes do exército foram enviadas a locais mirados no centro de Israel, e a mídia local mostrou imagens de danos leves próximos a uma estrada na cidade de Holon, perto de Tel Aviv.
Outro lado
Ontem, 21, à noite primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país enfrenta "uma noite muito difícil na batalha pelo nosso futuro"; o Irã acusa Israel de pressionar jornalistas e testemunhas a censurar informações sobre a destruição e o número de vítimas.
Segundo a mídia israelense, ao menos 20 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas após o bombardeio em Arad, Israel. Cerca de 1.300 socorristas e bombeiros foram mobilizados para atuar no local atingido, em uma das maiores operações de resgate recentes no país.
Em pronunciamento, Netanyahu disse ter conversado com o prefeito de Arad, Yair Maayan, e afirmou que o governo está mobilizando todos os ministérios para prestar assistência às vítimas. Ele também declarou estar reforçando as equipes de emergência e pediu que a população siga as orientações do Comando da Frente Interna. “Estamos determinados a continuar atacando nossos inimigos em todas as frentes”, disse.
Do lado iraniano, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmaram que o Irã lançou a “73ª onda” da chamada Operação Promessa da Verdade 4, utilizando mísseis e drones contra alvos no sul e no norte do que chamou de “territórios palestinos ocupados”.
O grupo alegou ter atingido instalações militares e centros de segurança em cidades como Dimona, Eilat, Be'er Sheva e Kiryat Gat, além de bases militares dos Estados Unidos na região.
Ainda segundo o IRGC, mais de 200 pessoas teriam sido mortas ou feridas nas primeiras horas da ofensiva, número que não foi confirmado por autoridades israelenses. A organização também acusou Israel de pressionar jornalistas e testemunhas a censurar informações sobre a destruição e o número de vítimas.
Como medida de segurança, as aulas foram canceladas neste domingo em diversas cidades do sul de Israel, incluindo Sderot, Ashkelon, Dimona e Arad, em meio à escalada de tensões e ao temor de novos ataques.
( da redação com AP, Sputnik News. Edição: Política Real)