Carlos Viana reclama das decisões do STF, diz que a PF não é superior a CPMI; CPMI aprova convites para Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto
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Com agências.
(Brasília-DF, 19/03/2026). Nesta quinta-feira, 19, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS criticou nesta quinta-feira ,19, decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastaram depoimentos de investigados e impuseram restrições aos trabalhos da comissão.
Segundo Viana, a CPMI ficou impedida de ouvir nomes importantes para o avanço das investigações. Ele afirmou que as prerrogativas da comissão não são políticas.
Viana afirmou que a decisão de Mendonça tem objetivo de guardar o material adequadamente. A decisão ocorreu após a imprensa repercutir mensagens privadas extraídas do celular de Vorcaro, em poder da CPMI.
“Sou obrigado a concordar [com a decisão de Mendonça]. Havia suspeitas de que os vazamentos seriam feitos através de câmeras escondidas. Naturalmente, se houver vazamento — até agora não vazou — que tenha vindo da sala-cofre, será feita investigação para identificar quem vazou “, disse o presidente da CPMI
Mais cedo, a Polícia Federal, em cumprimento à decisão de Mendonça, apagou dados sigilosos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Viana disse concordar com a determinação do ministro, mas pediu a recuperação dos dados. O senador também defendeu a prorrogação dos trabalhos da CPMI, que serão encerrados no sábado ,28.
“A PF não é superior à CPMI em nada. A CPMI tem, constitucionalmente, a liberdade de pedir documentos e guardar documentos em sigilo. Os dados foram retomados em uma decisão legítima da minha parte, em requisição ao provedor do telefone”, disse o senador.
A PF afirmou na quarta-feira ,18, que a solicitação de Viana à empresa Apple gerou acessos “fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”. O órgão retirou, no mesmo dia, o material do Senado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Convites
Os parlamentares decidiram hoje aprovar convites ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto, para depoimento sobre os desvios do INSS.
Os parlamentares também aprovaram o pedido ao presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato, de compartilhamento de informações sobre as quebras de sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Vorcaro.
Vorcaro, atualmente preso, comandou o Banco Master e é investigado por supostas fraudes ao sistema financeiro nacional. Zettel, por sua vez, foi apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Vorcaro.
( da redação com redes sociais e Sputnik News. Edição: Política Real)