Bolsa caiu forte no Brasil pois o indicativo do fim da guerra faz ações da Petrobras cair mas dólar, mesmo com aumente, continua abaixo de R$ 5,00
Veja pesquisa sobre os dias das mães
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(Brasília-DF, 07/05/2026) Nesta quinta-feira, 07, o Ibovespa teve um pregão de fortes perdas em linha com o dia de aversão a risco nas principais bolsas globais. O principal índice da B3 recuou 2,38%, aos 183.218 pontos.
A Petrobras (PETR4) e o Bradesco (BBDC4) foram as principais pressões negativas entre as ações com maior peso no Ibovespa.
A petroleira recuou até 2,22% em meio à volatilidade dos preços do petróleo, enquanto investidores aguardam um acordo para a guerra no Oriente Médio.
Os preços da commodity operaram em queda ao longo do dia, mas subiram no final do pregão, após notícias de que sons de várias explosões foram ouvidos perto de uma cidade portuária no sul do Irã.
Já os papéis do Bradesco caíram até 3,89% após o banco apresentar seus resultados do primeiro trimestre.
O lucro líquido do banco ficou acima das expectativas, mas as perspectivas mais conservadoras no crédito frustraram os investidores.
O dólar teve uma alta de 0,05% e fechou em R$ 4,923.
Dia das Mães
O consumidor brasileiro vai às compras no Dia das Mães, e prefere fazê-lo pessoalmente, em lojas físicas. É o que indica a pesquisa de intenção de compra realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a PiniOn, com amostra de 1.643 entrevistados em âmbito nacional
Segundo o levantamento, 62,1% dos consumidores que pretendem presentear dizem que irão realizar suas compras presencialmente, enquanto 41,6% devem priorizar pequenos estabelecimentos, padrão semelhante ao de 2025 e que reforça a relevância do comércio de rua e de bairro.
"As intenções de compra para o Dia das Mães indicam um consumo mais concentrado em itens de menor valor e menos dependentes de crédito, o que favorece a compra presencial, especialmente no comércio de rua e de bairro", afirma o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa.
Entre os que vão às compras, 39,1% pretendem gastar mais do que em 2025, ante 33% que desejam reduzir o desembolso. A faixa predominante de gastos ficou entre R$ 50 e R$ 750, concentrando 77,6% das intenções, patamar superior ao registrado no ano passado, quando a despesa pretendida oscilava entre R$ 50 e R$ 600. O movimento indica elevação do ticket médio, ainda que dentro de patamares acessíveis.
No total, 45,8% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar presentes, enquanto 31,9% não devem consumir na data. Os indecisos somam 22,3%, fatia que cresceu em relação ao ano anterior e que pode se converter em consumo à medida que a data se aproxima.
Vestuário, calçados e acessórios lideram as intenções de compra, com 50,5%, seguidos por perfumes e cosméticos (43,2%) e chocolates e flores (29,5%). Itens de menor valor concentram a maior parte da demanda: apenas chocolates respondem por 14,5%, mantendo relevância mesmo após a Páscoa. Considerando também beleza, joias e bijuterias, essas categorias somam cerca de 59% das intenções.
Em sentido oposto, produtos de maior valor agregado perdem espaço. Móveis e eletrodomésticos somam 20,7% das intenções, enquanto eletrônicos alcançam 11,5%. Juntos, esses segmentos recuam para 32,2%, ante 38,4% em 2025, refletindo o impacto dos juros elevados e do alto nível de endividamento das famílias.
A antecipação do 13º salário também fica fora da equação para a maioria: 69,6% dos entrevistados não pretendem utilizá-la nas compras do Dia das Mães, comportamento semelhante ao registrado em 2025.
( da redação com informações da Bloomberg Brasil. Edição: Política Real)