31 de julho de 2025
ECONOMIA

Setor de serviços avançou 0,3% em janeiro, informa a PMS do IBGE; mercado esperava um índice de evolução positiva menor

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Por Politica Real com agências
Publicado em

(Brasília-DF, 13/03/2026) Na manhã desta sexta-feira, 13, o IBGE divulgou a sua PMS( Pesquisa Mensal de Serviços), como era esperado, o seu o volume de serviços no Brasil de janeiro teve variação positiva de 0,3% frente a dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal.   Mercado esperava um índice mais próximo de 0,1%.

Dessa forma, o setor de serviços está 20,1% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e iguala o recorde da série histórica, alcançado em outubro e, novamente, em novembro de 2025. Frente a janeiro de 2025, o volume de serviços cresceu 3,3%, seu 22º resultado positivo consecutivo. O acumulado nos últimos doze meses foi a 3,0%, ligeiramente acima de dezembro de 2025 (2,9%).

A alta do volume de serviços (0,3%), de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para outros serviços (3,7%), que recuperaram parte da perda de dezembro (-4,2%). Os demais avanços vieram de informação e comunicação (1,0%) e de transportes (0,4%), com o primeiro acumulando 3,6% nos últimos dois meses; e o segundo recuperando parte da perda de 4,1% verificada de novembro a dezembro de 2025. A única taxa negativa do mês veio dos serviços prestados às famílias (-1,2%), eliminando o ganho acumulando entre outubro e dezembro de 2025 (0,8%). Já os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis (0,0%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral dos serviços ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em janeiro de 2026, frente ao trimestre imediatamente anterior. Três das cinco atividades mostraram comportamento negativo, com destaque para os transportes (-1,3%), seguido pelos serviços prestados às famílias (-0,2%) e pelos outros serviços (-0,1%). Já as expansões ocorreram em informação e comunicação (0,8%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%).

Volume de Serviços cresce em 12 das 27 unidades da federação

Regionalmente, 12 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviços em janeiro de 2026, frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Entre os locais que apontaram taxas positivas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (1,6%), seguido por Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%). Em contrapartida, Paraná (-7,1%) e Rio de Janeiro (-3,0%) exerceram as principais influências negativas do mês.

Frente a janeiro de 2025, a alta de 3,3% no volume de serviços foi acompanhada por 16 das 27 unidades da federação. A contribuição positiva mais importante veio de São Paulo (6,5%), com Mato Grosso (44,8%), Distrito Federal (10,0%), Pará (6,9%) e Amazonas (5,7%) a seguir. Já as perdas mais impactantes vieram de Rio de Janeiro (-3,2%), Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-2,5%).

Atividades Turísticas recuam 1,1% em janeiro

Em janeiro de 2026, o índice de atividades turísticas recuou 1,1% frente a dezembro de 2025, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou perda de 1,5%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 11,6% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,9% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

Apenas oito dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de queda verificado na atividade turística nacional (-1,1%). A influência negativa mais relevante ficou com o Paraná (-9,4%), seguido por Pernambuco (-8,1%) e Rio de Janeiro (-1,6%). Em sentido oposto, São Paulo (0,6%) liderou neste mês, seguido por Amazonas (4,7%) e Pará (3,2%).

Onze das dezessete unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (5,0%) e Rio de Janeiro (11,9%), seguidos por Pará (17,9%), Distrito Federal (8,8%), Mato Grosso (20,7%) e Amazonas (13,7%). Em contrapartida, Minas Gerais (-6,5%) exerceu o principal impacto negativo do mês, seguido por Santa Catarina (-6,3%), Pernambuco (-6,6%) e Goiás (-8,4%).

Transporte de passageiros fica estável e transporte de cargas varia 0,1%

Em janeiro de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou estabilidade (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter assinalado dois recuos seguidos, período em que acumulou uma perda de 4,6%. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 6,7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 17,9% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Por sua vez, o volume do transporte de cargas mostrou variação positiva de 0,1% em janeiro de 2026, após ter recuado 1,5% no mês anterior. Dessa forma, o segmento se situa 4,3% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 38,3% acima de fevereiro 2020.

No confronto com igual mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros mostrou expansão de 5,7% em janeiro de 2026, décimo sétimo resultado positivo seguido; ao passo que o transporte de cargas avançou 3,0%, no mesmo tipo de confronto, registrando, assim, o nono avanço consecutivo.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)