31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Irã anuncia conselho interino para comandar o país após morte de líder supremo; Irã faz ataque contra bases de Israel e diz que “este grande crime jamais ficará impune"

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Por Politica Real com agências
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Ali Larijani. fez declaração Foto: imagem de streaming

Com agências

(Brasília-DF, 01/03/2026) O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, disse que o processo de transição após a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, começará neste domingo , 1º de março. Ele se manifestou, também, nas redes sociais

Larijani é o chefe do principal órgão de segurança do Irã, o Conselho Supremo de Segurança Nacional, e era um conselheiro próximo de Khamenei.

Um conselho interino foi formado para governar o Irã após a morte do líder supremo do regime, o aiatolá Ali Khamenei, noticiou a mídia estatal iraniana.

Esse conselho está previsto na lei da República Islâmica. Ele é composto pelo presidente do Irã, pelo chefe do judiciário e por um membro do Conselho dos Guardiães, escolhido pelo Conselho de Discernimento, que assessora o líder supremo e resolve disputas com o parlamento.

O presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, um reformista, e o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, um linha-dura, fazem, portanto, parte do conselho.

A lei iraniana determina que a Assembleia de Peritos deve escolher um novo líder supremo o quanto antes.

Reação

O Irã lançou mísseis contra alvos em Israel e nos países árabes do Golfo Pérsico neste domingo ,01, após prometer uma forte retaliação pela morte do líder supremo do regime, o aiatolá Ali Khamenei, nos ataques dos Estados Unidos e Israel neste sábado.

O governo iraniano afirmou que "este grande crime jamais ficará impune", e a Guarda Revolucionária ameaçou lançar sua maior ofensiva contra Israel e bases militares e americanas.

Pouco depois, a Guarda Revolucionária anunciou ataques contra 27 bases militares dos EUA no Oriente Médio.

"Vocês cruzaram nossa linha vermelha e devem pagar o preço", disse o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, em discurso televisionado. "Vamos desferir golpes tão devastadores que vocês mesmos serão obrigados a implorar."

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu em seguida. "O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, com mais força do que jamais atacou", escreveu Trump nas redes sociais. "É melhor que não façam isso, pois, se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista!"

Israel confirma disparos

Os militares de Israel confirmaram o lançamento de mísseis pelo Irã, mas disseram que os sistemas de defesa foram ativados para interceptá-los.

A população foi orientada a retornar aos abrigos. Sirenes soaram mais uma vez em diversas áreas do país.

Nas últimas 24 horas, milhões de pessoas no país tiveram que correr para abrigos devido a ataques com mísseis do Irã.

Segundo dia de fortes explosões

Explosões foram ouvidas nos países do Golfo Pérsico neste domingo, após o novo lançamento de mísseis pelo Irã.

Várias fortes explosões foram ouvidas no centro financeiro regional de Dubai e sobre a capital do Catar, Doha, disseram testemunhas, que relataram terem ouvido vários estrondos fortes pela manhã em Doha. A emissora catari Al Jazeera relatou pelo menos 11 explosões na capital.

De acordo com o Ministério do Interior do Catar, um pequeno incêndio foi iniciado por destroços que caíram após um míssil ter sido interceptado numa área industrial. O ministério afirmou que não houve feridos.

Nuvens de fumaça branca, provenientes da interceptação de mísseis, foram avistadas nos céus de Dubai, enquanto colunas de fumaça escura subiam sobre o porto de Jebel Ali, um dos mais movimentados do Oriente Médio.

Explosões também foram relatadas em Manama, a capital do Bahrein. Testemunhas relataram ter ouvido pelo menos quatro fortes estrondos. Imagens de um hotel atingido e danificado em Manama circularam nas redes sociais, mas ainda não foi possível verificar as informações.

O regime em Teerã passou a atacar bases militares americanas na região após o início dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã no sábado. Os países árabes do Golfo Pérsico abrigam milhares de soldados americanos nessas bases.

 ( da redação com  DW, AP, AFP, DPA. Edição: Política Real)