Bolsa brasileira tem recorde, chega a 191 mil pontos e dólar cai a R$ 5,16
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(Brasília-DF, 24/02/2026). Nesta quarta-feira, 24, Ibovespa se recuperou e voltou a atingir um novo recorde de fechamento, impulsionado pelo fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes diante de novas incertezas relacionadas às tarifas de Trump.
O principal índice da B3 subiu 1,40%, aos 191.490 pontos. Já o dólar estendeu a queda com a entrada de capital no país, e recuou 0,26% contra o real, cotado a R$ 5,16. É o menor patamar para a moeda em dois anos.
Os investidores monitoram os efeitos do novo tarifaço do presidente americano Donald Trump. As novas tarifas de 10% sobre importações passaram a valer nesta terça-feira.
O movimento de entrada de capital estrangeiro beneficiou especialmente as ações das blue chips, as empresas mais líquidas da bolsa, com destaque para Petrobras e bancos.
Semana
No dia 27, sexta-feira, será divulgada a leitura do IPCA-15 de fevereiro. O mercado projeta alta de +0,56% no mês, o que deve levar a inflação acumulada em 12 meses para +3,81%, representando uma desaceleração de 69 pontos-base frente ao resultado de janeiro (+4,50%).
Entre os grupos de maior atenção, destaca-se a aceleração do grupo Educação (+5,36%), em vista dos reajustes sazonais de cursos regulares, para os quais projetamos alta de 5,99%. Os Transportes também irão se acelerar, devido a reajustes de ônibus urbano (+7,10%) e, em menor medida, pela pressão de automóvel novo (+0,79%) e conserto de automóvel (+0,88%). Ademais, o mercado conta com queda mais suave de passagem aérea (-3,00%) em relação ao mês anterior. Em contraponto, a gasolina deve começar a subir menos, para +0,75%, com o início dos efeitos da redução dos preços pela Petrobras em 27 de janeiro. Também em sentido altista, o grupo Habitação voltará a subir (de -0,26% para +0,11%), com a dissipação do efeito baixista da vigência da bandeira verde a partir de janeiro – projetamos -1,40% para energia elétrica.
Em sentido decrescente, Saúde e cuidados pessoais irá se arrefecer para 0,13%, por conta da redução dos preços de higiene pessoal (-0,60%), notadamente pefume (-0,04%), produto para pele (-0,80%) e produto para cabelo (-0,80%), coforme indicado por nossa coleta de preços. No grupo Despesas pessoais, destaca-se o efeito dos descontos concedidos durante a Semana do Cinema em fevereiro, que devem trazer o subitem cinema, teatro e concertos para -6,13%. Alimentação no domicílio deverá ficar mais estável, em +0,02%, por conta da redução dos preços de alimentos in natura no atacado ao longo de janeiro e fevereiro; ressalta-se os subitens batata-inglesa (-5,44%) e cebola (-2,00%). As carnes (+0,66%) também contribuirão para esse movimento.
Os serviços subjacentes irão se desacelerar para +0,36% (ante +0,53%), com o recuo de alimentação fora do domicílio (+0,56%) e a queda de recreação (-1,01%).
(da redação com informações da Bloomberg Linea e assessoria. Edição: Política Real )