Celina Leão, aliada de Michelle Bolsonaro, diz que imagem de evangélicos em latas de conserva não se trata de arte, e que país que aprende a rir da fé do seu próprio povo acaba não respeitando nada
Evangélicos são o ponto da discórdis
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(Brasília-DF, 16/02/2026) A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão( Progressistas-DF), fez uma publicação com forte declaração nesta segunda-feira, 16, criticando o desfile da escola de samba “Acadêmicos de Niterói” ,que ela não cita diretamente, mas mostra imagens em sua conta nos Instagram, em que os evangélicos são colocados em latas.
Durante o desfile, que foi uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eiiste uma ala chamada de “neoconservadores em conserva”. A fantasia era uma lata de conserva com o desenho de uma família formada por pai, mãe e duas crianças. A escola escolheu 4 representantes dos “grupos que levantam a bandeira do neoconservadorismo”: o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.
Celina Leão diz que o desfile da “Escola Acadêmicos de Niterói”, que ela não faz referência nominal não foi um evento artístico, mas uma forma de caricaturar os evangélicos.
“Pessoal, eu quero compartilhar com vocês aí uma indignação, mas principalmente uma tristeza tão profunda que aconteceu ontem naquela escola de samba, naquele desfile. Não foi uma apresentação artística, não, gente. Foi um recado, mas um recado muito perigoso, que é transformar evangélicos em latas, reduzir milhões de brasileiros a uma caricatura.”, diz.
Ela insiste afirmando que não foi uma exibição de humor.
“Não é humor, não, gente. Não é cultura, não é liberdade criativa, não é nada disso. Quando a fé de um povo vira objeto de escárnio público, nós estamos diante de algo muito mais grave, gente, a banalização do preconceito religioso.”, diz.
Ela destaca, e questiona, o fato de que não haveria silêncio se a crítica fosse as outra religião.
“Imagina aí você se, por um instante, qualquer outra religião fosse exposta daquela forma. Haveria esse silêncio? Ou haveria manchetes indignadas, notas de repúdio, discursos inflamados, representações aí no judiciário? Respeito não pode ter lado ideológico, não. Ou vale para todos ou não vale para ninguém.”, disse.
Em seguida, Celina salienta que a cultura brasileira foi construída sobre joelhos.
“O Brasil é uma nação construída também sobre joelhos dobrados. São mães que oram pelos seus filhos todos os dias. Trabalhadores que começam o dia falando com Deus.
Famílias que encontram na igreja um único refúgio contra dor, fome e medo. Quando você passa a ridicularizar tudo isso, você começa a ferir a dignidade das pessoas mais simples. Pessoas que são profundamente resilientes.”, disse.
Celina Leão salienta em sua fala que o que se viu na avenida, Marquês do Sapucaí, não foi algo democrático.
“Não se trata de vitimizar, se trata de limite. Democracia não combina com zombaria da crença da fé. A lei, a liberdade de expressão, não é licença para humilhar ninguém.
Arte que desumaniza, deixa de ser ponte e passa a ser muro. Que arte é essa? Quando você se normaliza o deboche contra os nossos cristãos, você abre uma porta muito perigosa. A da tolerância seletiva ou da intolerância seletiva.”, disse.
Ela finalizou criticando aqueles que normalizam o que se viu ontem.
“Aquela que escolhe quem merece respeito e quem merece ser atacado. O mais alarmante não é apenas o desfile, é o aplauso de quem acha tudo isso normal. E o silêncio de quem deveria se indignar.
Fé não é caricatura. Fé não se aprisiona em nenhuma lata. E quando milhões de brasileiros são desrespeitados, nós estamos diante de um detalhe muito grave.”, disse.
Celina diz que o país não vai bem ao rir da fé de seu povo.
“Um país que aprende a rir da fé do seu próprio povo, corre o risco de em breve não respeitar absolutamente mais nada. Pense nisso.”, finalizou.
( da redação com informações de assessoria, redes sociais e IA. Edição: Política Real)