31 de julho de 2025
ECONOMIA

Setor de serviços recuou -0,4% em dezembro, informa PMS de dezembro

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Por Politica Real com agências
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IBGE divilga PMS Foto: site do IBGE

(Brasília-DF, 12/02/2026) Na manhã desta quinta-feira, 12, o IBGE divulgou a sua Pesquisa Mensal de Serviços apontando que em dezembro de 2025 o volume de serviços no Brasil recuou 0,4% frente a novembro, na série com ajuste sazonal.

Em dezembro de 2025, o volume de serviços no Brasil recuou 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, interrompendo uma sequência de nove resultados positivos e uma estabilidade, período em que acumulou um ganho de 3,6%. Dessa forma, o setor de serviços se encontra 19,6% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,4% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em novembro de 2025.

O decréscimo do volume de serviços (-0,4%), na passagem de novembro para dezembro de 2025, foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação, com destaque para os transportes (-3,1%), com recuos em todos os segmentos investigados: terrestre (-1,7%); aquaviário (-1,4%); aéreo (-5,5%); e armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio (-4,9%). As demais perdas vieram de outros serviços (-3,4%) e de serviços profissionais e administrativos (-0,3%). As únicas taxas positivas do mês vieram de informação e comunicação (1,7%) e serviços prestados às famílias (1,1%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do volume de serviços mostrou estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em dezembro de 2025 frente ao nível do mês anterior. Três das cinco atividades, tiveram média móvel trimestral positiva, com destaque para os serviços prestados às famílias (0,6%), seguido por informação e comunicação (0,5%) e por serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%). Houve retrações nos transportes (-1,2%) e outros serviços (-0,9%).

Os setores de informação e comunicação (6,8%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (4,4%) exerceram os principais impactos positivos, impulsionados pelo aumento da receita em desenvolvimento e licenciamento de softwares; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; atividades de TV aberta; e consultoria em tecnologia da informação, no primeiro ramo; e em intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; serviços de engenharia; consultoria em gestão empresarial; agenciamento de espaços de publicidade; e locação de mão de obra temporária, no último.

Os demais avanços vieram de outros serviços (2,8%); dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,8%); e dos serviços prestados às famílias (1,8%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de corretoras de títulos e valores mobiliários; atividades auxiliares de seguros, de previdência complementar e de planos de saúde; coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial; atividades de apoio à agricultura; e administração de bolsas e de mercados de balcão organizados, no primeiro ramo; de rodoviário de cargas; concessionárias de rodovias; transporte aéreo de passageiros; e logística de transporte de cargas, no segundo; e de serviços de bufê;  e produção e promoção de eventos esportivos, no último.

RESULTADOS REGIONAIS

Na série com ajuste sazonal, houve recuos no volume de serviços em 16 das 27 unidades da federação em dezembro de 2025, frente ao mês imediatamente anterior. Entre os locais com taxas negativas nesse mês, os impactos mais intensos vieram de São Paulo (-0,3%), Santa Catarina (-3,9%) e Rio Grande do Sul (-2,8%), com Pará (-7,3%), Minas Gerais (-0,8%), Ceará (-3,3%) e Mato Grosso do Sul (-5,2%) a seguir. Já as principais contribuições positivas vieram de Rio de Janeiro (1,3%), Paraná (1,5%) e Mato Grosso (4,3%).

AGREGADO ESPECIAL DE ATIVIDADES TURÍSTICAS

Em dezembro de 2025, o índice de atividades turísticas apontou variação positiva de 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, quinto resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 3,1%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 13,8% acima do patamar de fevereiro de 2020 e renova, em dezembro de 2025, o ápice da sua série histórica. Regionalmente, apenas quatro dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de crescimento verificado na atividade turística nacional (0,2%). A contribuição positiva mais relevante ficou com o Rio de Janeiro (7,6%), seguido por São Paulo (0,8%) e Paraná (1,3%). Em sentido oposto, Pará (-7,9%) liderou as perdas do turismo neste mês, seguido por Bahia (-2,5%), Minas Gerais (-1,6%) e Rio Grande do Sul (-2,6%).

Nove das dezessete unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para o Rio de Janeiro (15,2%), seguido por Paraná (6,8%), Rio Grande do Sul (2,5%) e Espírito Santo (6,7%). Em contrapartida, São Paulo (-2,5%) exerceu o principal impacto negativo do mês, seguido por Minas Gerais (-8,9%), Goiás (-16,1%) e Santa Catarina (-4,8%) – Gráfico 9.

INDICADOR ESPECIAL DE TRANSPORTES POR TIPO DE USO: PASSAGEIROS e CARGAS

Em dezembro de 2025, o volume de transporte de passageiros no Brasil registrou retração de 3,9% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, segundo revés seguido, período em que acumulou uma perda de 4,5%. Dessa forma, o segmento se encontra 7,3% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 17,5% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Por sua vez, o volume do transporte de cargas recuou 1,6% em dezembro de 2025, após seis resultados positivos seguidos, período em que acumulou um ganho de 3,1%. Dessa forma, o segmento está 4,4% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 38,0% acima de fevereiro 2020.

No acumulado em 2025, o transporte de passageiros mostrou expansão de 6,3% frente a igual período de 2024, enquanto o de cargas avançou 1,5% no mesmo intervalo investigado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)