DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil destaque para divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços
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(Brasília-DF, 12/02/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em alta e no Brasil destaque para divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE.
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Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,2%). Na sessão anterior, o S&P 500 ficou praticamente estável e o Nasdaq recuou 0,2%, após um relatório de emprego mais forte que o esperado. O payroll de janeiro mostrou criação de 130 mil vagas, acima das 55 mil projetadas, com a taxa de desemprego caindo para 4,3%. O dado reduz expectativas de cortes de juros pelo Fed e aumenta a importância do CPI de sexta-feira.
Na Europa, as bolsas avançam (Stoxx 600: +0,4%), com investidores reagindo a uma nova rodada de resultados corporativos. As ações da Siemens sobem cerca de 6,9% após a companhia elevar seu guidance de lucro por ação para o ano fiscal de 2026. No setor de luxo, a Hermès avança mais de 3% após alta de 9,8% na receita do quarto trimestre, impulsionando também LVMH, Kering e Richemont. No Reino Unido, dados de PIB do quarto trimestre e produção industrial também estão no radar.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: +0,1%; HSI: -0,9%), enquanto no restante da Ásia os mercados fecharam majoritariamente em alta, com destaque para o Japão. O Nikkei 225 ultrapassou pela primeira vez os 58.000 pontos durante o pregão, antes de encerrar estável em 57.639,84, enquanto o Topix avançou 0,7%. O movimento ocorre em meio ao rali pós-eleitoral ligado à vitória de Sanae Takaichi. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou mais de 3% e renovou recorde histórico, enquanto o Kosdaq subiu 1%.
Economia
Nos Estados Unidos, dados de emprego mostraram a criação de 130 mil vagas em janeiro, bem acima das expectativas do mercado. Por sua vez, a taxa de desemprego recuou para 4,3% de 4,4%. A despeito da revisão negativa dos dados de emprego do último ano, que caíram de 584 mil para 181 mil, o resultado mostrou que o mercado de trabalho permanece resiliente e fez com que investidores passassem a apostar em um corte de juros apenas em julho deste ano. Ainda nos Estados Unidos, o governo federal registrou déficit de US$ 95 bilhões em janeiro, uma melhora de 26% em relação ao ano anterior. Apesar do resultado positivo, o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) divulgou novas projeções mostrando que o déficit público deve continuar em alta nos próximos anos, levando a dívida americana a patamares sem precedentes.
IBOVESPA +2,03% | 189.699 Pontos. CÂMBIO -0,36% | 5,18 R$/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em forte alta de 2,0%, aos 189.699 pontos, renovando máximas históricas e chegando a superar, pela primeira vez, a marca dos 190 mil pontos ao longo do dia. O desempenho reflete a combinação de um ambiente global favorável, que segue impulsionando a entrada de fluxos estrangeiros, e a divulgação de balanços positivos referentes ao 4T25.
O principal destaque do dia foi Suzano (SUZB3, +13,3%), após a divulgação de resultados sólidos para o 4T25 (veja mais detalhes aqui). Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3, -1,2%) voltou a recuar, mantendo sua trajetória negativa, com a ação acumulando uma queda de 13,9% em fevereiro até o momento.
Para esta quinta-feira, teremos a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços referente a dezembro no Brasil. Pela temporada de resultados do 4T25, serão divulgados os balanços de Assaí, Jalles Machado e Vale. No cenário internacional, os destaques ficam por conta de Airbnb, Cisco, Exelon e Unilever.
Renda Fixa
Os juros futuros dos EUA fecharam a quarta‑feira em alta após o payroll de janeiro acima do esperado (130 mil novas vagas vs. expectativa do mercado: 65 mil) reforçar a possibilidade de postura mais restritiva pelo Fed. O Tesouro leiloou US$ 42 bilhões em T‑notes de 10 anos, taxa de 4,177% e bid‑to‑cover de 2,39. A T‑Note de 2 anos subiu para 3,51% (+6 bps), a de 10 anos para 4,17% (+3 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,81% (+3 bps). No Brasil, os juros futuros fecharam mistos: a ponta curta recuou após Galípolo negar revisão da comunicação do Copom, sustentando apostas de corte de 0,50 p.p. da Selic em março, enquanto os vértices longos oscilaram entre estabilidade e leve alta antes do leilão de prefixados. O DI jan/27 caiu para 13,34% (‑4 bps), o DI jan/29 para 12,71% (‑4 bps) e o DI jan/31 encerrou estável em 13,14% (0 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira em alta de 0,07%, impulsionado sobretudo pelos Fundos Multiestratégia e pelos Fundos Híbridos, que avançaram 0,16% e 0,22%, respectivamente. Os Fundos de Tijolo também registraram desempenho levemente positivo (+0,04%), puxados principalmente pelos Fundos de Shoppings e de Ativos Logísticos, que subiram 0,12% e 0,14%, respectivamente. Já os Fundos de Lajes Corporativas foram o destaque negativo do dia, encerrando o pregão com queda de 0,47%. Os Fundos de Papel (+0,06%) e os Fundos de Fundos (+0,11%) igualmente fecharam no campo positivo. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se URPR11 (+3,3%), BROF11 (+2,5%) e ICRI11 (+2,4%). No campo negativo, as principais baixas foram CACR11 (-2,8%), PVBI11 (-2,3%) e RBFM11 (-2,3%).
Na agenda do dia, destaque para a divulgação da pesquisa mensal de serviços (PMS) do mês de dezembro. Nossa estimativa é de uma queda de 0,2% ante o mês anterior, mas uma alta de 3,5% no ano. Nos Estados Unidos, teremos dados de pedidos semanais de auxílio desemprego e vendas de imóveis usados.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)