31 de julho de 2025
ECONOMIA

Pesquisa Conab/ DIEESE mostra aumento da cesta básica na maioria das capitais brasileiras em janeiro

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Por Política Real com assessoria
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Teresina foi uma das mais baratas de janeiro Foto: Piau;i Negócios

(Brasília-DF, 09/02/2026). Nesta segunda-feiro,09, foi divulgada a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos na parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Em janeiro, custo da cesta básica de alimentos sobe na maioria das capitais brasileiras No primeiro mês do ano, apenas São Luís (MA), Teresina (PI) e Natal (RN) apresentaram oscilações pequenas negativas no preço do conjunto de produtos

O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 24 capitais brasileiras entre dezembro/2025 e janeiro/2026. É o que aponta a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos divulgada nesta segunda-feira (09), pela parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Manaus (AM), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) foram as capitais que apresentaram maiores altas do custo do conjunto de alimentos básicos, com variações positivas de +4,44%, +3,37% e +3,22%, respectivamente. São Luís (MA), Teresina (PI) e Natal (RN) apresentaram um cenário oposto, com pequenas variações negativas no preço, com recuos de -0,57%, -0,51% e -0,22%, respectivamente.

Dentre os alimentos que são os maiores responsáveis por esse cenário, estão o tomate e o pão francês. O fruto, que vinha apresentando quedas sucessivas do preço nos últimos meses, voltou a subir no primeiro mês de 2026 em 26 das 27 capitais, devido à menor oferta de frutos de qualidade. A maior variação positiva foi de +63,54%, observada em Cuiabá (MT). A única capital em que o hortifruti ficou mais barato foi São Luís (MA), com decréscimo de -6,76%. Já o preço do pão francês subiu em 22 capitais, com elevação de maior expressão em Manaus (AM), que foi de +3,06%. O resultado é explicado pelos aumentos de custos da energia elétrica e da principal matéria-prima, farinha de trigo importada.

Apesar do aumento do preço da cesta básica de alimentos na maioria dos municípios sede das unidades federativas, alguns alimentos que compõem o conjunto demonstraram queda generalizada no mês passado. É o caso do leite integral que caiu em todas as 27 capitais, com destaque para a oscilação negativa de -8,0% em Campo Grande (MS), diminuição motivada pelos altos estoques dos derivados lácteos.

Óleo de soja, arroz agulhinha, café em pó e açúcar também tiveram redução de preços. No caso do óleo, o valor caiu em 25 cidades, sendo a mais significativa em Campo Grande (-7,97%), em razão da expectativa de maior oferta de soja, a valorização do real em relação ao dólar e a fraca demanda doméstica. Em seguida, o custo do arroz ficou menor em 23 cidades, com maior baixa em Macapá (AP), de -11,19%, causada pelo efeito que os altos estoques do produto têm feito no preço no varejo. Logo após, em virtude dos preços elevados praticados no varejo que acabaram reduzindo a quantidade comercializada, o café registrou queda em 22 capitais, sendo a maior delas em Manaus (AM), onde o item caiu -5,29%. Por fim, o açúcar baixou de preço em 21 cidades em consequência da maior oferta do produto e a negociação de açúcar cristal de menor qualidade, apresentando, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), a maior queda do custo em -4,82%.

Salário mínimo ideal e horas trabalhadas para aquisição da cesta – Em janeiro de 2026, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.177,57, o equivalente a 4,43 vezes o salário mínimo reajustado, de R$ 1.621,00. Em dezembro de 2025, quando o mínimo era de R$ 1.518,00, o valor necessário era de R$ 7.106,83, correspondendo a 4,68 vezes o piso nacional. Já em janeiro de 2025, o salário mínimo ideal deveria ter sido de R$ 7.156,15, ou 4,71 vezes o valor vigente à época.

Em janeiro de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas foi de 93 horas e 47 minutos, menor do que o registrado em dezembro de 2025, quando a jornada média ficou em 98 horas e 41 minutos. Em janeiro de 2025, considerando as 17 capitais com série histórica completa, o tempo médio foi de 103 horas e 40 minutos.

Ao comparar o custo da cesta básica com o salário mínimo líquido, observa-se que o trabalhador que recebe o piso nacional comprometeu, em média, 46,08% da renda líquida em janeiro de 2026 para a compra dos alimentos básicos. Em dezembro de 2025, esse percentual foi de 48,49%. Já em janeiro de 2025, considerando as 17 capitais com série histórica completa, a parcela média da renda destinada à cesta básica ficou em 50,94%.

Parceria Conab e Dieese – A coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. A iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos com todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Para acessar informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais, consulte a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos referente a janeiro de 2026 no site da Conab e no portal do DIEESE.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)