31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil, mercado atento a divulgação da Ata do Copom

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 03/02/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil mercado de olho na divulgação da Ata do Copom.

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Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,5%). Mercado monitora a aprovação de um projeto ja Câmara que colocaria fim ao shutdown parcial do governo americano, assim como a evolução da temporada de resultados, que segue no centro das atenções ao longo dessa semana, na expectativa dos balanços das Big Techs Alphabet e Amazon. Nessa manhã, a Palantir salta mais de 10% após superar estimativa de lucros diante de aumento de gastos com IA por governos.

Economia

Donald Trump anunciou um acordo comercial com a Índia após conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi, pelo qual os Estados Unidos reduzirão imediatamente as tarifas de 50% para 18% sobre produtos indianos. Em relação ao Irã, uma possível conversa com os Estados Unidos e alívio da tensão na região fizeram o preço do petróleo (Brent) recuar cerca de 5% na segunda-feira.

IBOVESPA +0,79% | 182.793 Pontos. CÂMBIO +0,55% | 5,25/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a segunda-feira em alta de 0,8%, aos 182.793 pontos. O movimento foi em linha com o desempenho positivo dos mercados globais (S&P 500: +0,5%; Nasdaq: +0,7%), enquanto, no cenário doméstico, o Boletim Focus indicou expectativas de inflação abaixo de 4% em 2026.

Os destaques positivos do dia foram as construtoras Cury (CURY3, +5,4%) e Direcional (DIRR3, +6,6%). Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -8,7%) recuou, em movimento de correção após uma valorização superior a 20% na semana anterior.

Nesta terça-feira, o foco fica por conta da divulgação da ata do Copom.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a segunda-feira em alta nos Estados Unidos, com o mercado ainda digerindo a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, anunciada na sexta-feira (30), além do shutdown parcial do governo. Também contribuíram para o movimento os dados da indústria acima do esperado, que reforçaram a percepção de resiliência do setor. As Treasuries avançaram ao longo de toda a curva, com a T‑Note de 2 anos a 3,57% (+4 bps), a T‑Note de 10 anos a 4,28% (+3 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,91% (+8 bps).

No Brasil, os juros longos registraram alta, enquanto os vértices curtos apresentaram leve queda. O movimento de inclinação da curva foi influenciado por um ambiente menos favorável para mercados emergentes e pela possibilidade de que Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, venha a ocupar uma das vagas na diretoria do Banco Central, o que adicionou prêmio à curva diante do perfil mais heterodoxo. O DI jan/27 encerrou em 13,46% (‑2 bps), o DI jan/29 em 12,75% (+6 bps) e o DI jan/31 em 13,15% (+11 bps).

O índice pan-europeu opera em alta nessa manhã (Stoxx 600: +0,4%), impulsionado por ações de mineração. Na Ásia, bolsas disparam após anúncio de acordo comercial entre EUA e Índia (Nifty 50: 2,6%; KOSPI: 6,8%; Nikkei 225: 3,9%; HSI: 0,2%; CSI 300: 1,2%). O dia também é de alta de metais preciosos após queda aguda nas últimas sessões.

IFIX

O IFIX encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,20%, acompanhando o movimento de abertura da curva de juros. No desempenho setorial, os Fundos de Tijolo avançaram 0,06%, impulsionados principalmente pelos fundos de shoppings, que registraram alta de 0,31%. Já os Fundos de Papel, os Fundos Híbridos e os FOFs apresentaram recuos de 0,22%, 1,04% e 0,78%, respectivamente.

Entre as maiores altas do dia, destacaram-se RBRX11 (+3,8%), JSCR11 (+3,7%) e HSML11 (+2,7%). No campo negativo, as principais baixas foram CACR11 (-3,2%), TGAR11 (-3,0%) e KORE11 (-2,7%).

O pregão também foi marcado pela conclusão da transação entre o Pátria e a RBR. Com o fechamento do acordo, a RBR Gestão de Recursos passa a ser controlada pelo Pátria Investimentos e terá sua denominação alterada. Consequentemente, os fundos atualmente geridos pela RBR terão seus nomes modificados a partir do pregão de 9 de fevereiro.

Na agenda doméstica, destaque para divulgação da ata da última reunião do Copom —além de explicar a decisão de manter a taxa Selic em 15,00%, deve fornecer mais detalhes sobre o início da flexibilização monetária, como anunciado no comunicado — e para a produção industrial de dezembro, que deve apontar queda em relação a novembro (-2,3%) e na comparação interanual (-0,5%).

(da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)