31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUE. DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil expectativa sobre o comunicado do Copom

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Sinais mistos do mercado Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 28/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da Xp Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil é dia de resultado da reunião do Copom deve ser mantido os 15%, mas se especula sobre o teor do comunicado sobre o tamanho da redução do juro.

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Mercados globais

O dólar (DXY) caiu ontem após Trump declarar que não está preocupado com a desvalorização da moeda, o que ajudou a impulsionar mercados ao redor do mundo. Bolsas europeias operam mistas, com índice pan-europeu em queda (Stoxx 600: -0,5%). O destaque no continente foi a divulgação de resultados da ASML, que superou amplamente as expectativas de encomendas, e sobe cerca de 6%. Em contraste, LVMH, que divulgou resultados ontem cai cerca de 7% mesmo após superar estimativas. Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,3%; HSI: +2,6%). 

Economia

A confiança do consumidor norte-americano caiu para o nível mais baixo em 11 anos e meio em janeiro. De particular importância, a pesquisa do Conference Board mostrou que a opinião dos consumidores sobre disponibilidade de emprego foi a mais fraca desde 2021. No Brasil, o IPCA-15 de janeiro subiu 0,20%, em linha com as expectativas. No geral, alimentação em casa surpreendeu para baixo, enquanto bens industrializados registraram aumentos acima do esperado. Os serviços continuaram mostrando força, em particular aqueles intensivos em mão de obra, pressionados pelo mercado de trabalho aquecido. A despeito da resiliência na desinflação de serviços, a melhora das expectativas de inflação e queda nos preços de bens devem levar o IPCA a fechar o ano de 2026 em 4,0%.

IBOVESPA +1,79% | 181.919 Pontos. CÂMBIO -0,70% | 5,23/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 1,8%, aos 181.919 pontos, renovando máximas históricas e ultrapassando, pela primeira vez, a marca dos 180 mil pontos. O desempenho positivo refletiu a divulgação do IPCA-15 de janeiro, que veio abaixo das expectativas do mercado, reforçando uma leitura mais construtiva para o início do ciclo de cortes de juros no Brasil. Adicionalmente, o dólar recuou para R$ 5,20, o menor patamar desde maio de 2024, enquanto o fechamento da curva de juros contribuiu para o desempenho positivo de papéis cíclicos.

Entre os destaques positivos do dia, Yduqs (YDUQ3, +7,0%) avançou, beneficiada pelo fechamento da curva de juros e por uma elevação de recomendação por um banco de investimentos. Na ponta negativa, Vivara (VIVA3, -1,9%) recuou, dando continuidade à tendência negativa recente, com o papel acumulando queda de 7,3% desde a última quinta-feira (22).

Nesta “superquarta”, haverá decisões de política monetária do Copom e do FOMC. Além disso, pela temporada internacional de resultados do 4T25, teremos a divulgação dos balanços das big techs Meta, Microsoft e Tesla.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a terça-feira sem um direcional único nos Estados Unidos, com as atenções voltadas para o anúncio da decisão do Fed nesta quarta-feira e para as expectativas em torno do nome a ser indicado por Donald Trump para a presidência do banco central. O dia também contou com um leilão de US$ 70 bilhões em T-notes de 5 anos, que apresentou demanda abaixo da média e rendimento máximo de 3,82%. As Treasuries longas avançaram, enquanto os vencimentos mais curtos recuaram: os títulos de 2 anos fecharam em 3,57% (-2 bps); os de 10 anos, em 4,23% (+1 bp); e os de 30 anos, em 4,84% (+3 bps).

No Brasil, os juros encerraram com uma queda bastante acentuada, principalmente nos vencimentos longos. O dólar atingiu o menor patamar em 20 meses, e o resultado do IPCA-15, aliado a um maior otimismo em relação ao ciclo de cortes da taxa básica de juros, impulsionou o movimento. O DI jan/27 fechou a 13,58% (-10 bps), o DI jan/29 a 12,85% (-14 bps) e o DI jan/31 a 13,15% (-16 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça‑feira em queda de 0,15%, pressionado principalmente pelos fundos Híbridos, que recuaram 1,52%.

Os demais segmentos que compõem o índice registraram desempenhos mais moderados, com alguns praticamente estáveis, como os Fundos de Papel e os Fundos de Fundos. Já os destaques positivos ficaram por conta dos Fundos Multiestratégia (+0,11%) e dos Fundos de Tijolo (+0,09%), impulsionados pelo movimento de fechamento da curva de juros.

Entre as maiores altas da sessão figuraram TRBL11 (+3,7%), OUJP11 (+2,8%) e HSLG11 (+2,8%). No campo negativo, apareceram TGAR11 (-11,7%), URPR11 (-6,4%) e VGIP11 (-1,7%).

Na agenda do dia, destaque para as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. Lá fora, o Fed deve manter os juros no atual patamar de 3,50% a 3,75. De particular relevância deve ser o comunicado e a entrevista do presidente do Fed, Jerome Powell, que devem definir o tom da decisão.

No Brasil, o Copom também deve manter o atual patamar de juros (15,00%). Contudo, esperamos que o comunicado pós decisão comece a sinalizar um possível início de cortes de juros em março. Nossa projeção é de que o Copom inicie um ciclo de afrouxamento monetário de 50 pontos-base nesse mês e continue com cortes na mesma magnitude até atingir 12,50%, momento em que fará uma pausa para avaliação.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)