DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil semana repleta de indicadores econômicos
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(Brasília-DF, 26/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil semana repleta de indicadores econômicos.
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Nesta segunda-feira, os futuros abrem em queda nos Estados Unidos (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), no início do que será a semana mais importante da temporada de resultados, em que cerca de 33% da capitalização de mercado irá reportar seus números do 4T25, incluindo companhias como Apple, Microsoft, Meta e Tesla; e que também contará com decisão de política monetária do FOMC na quarta-feira, para a qual o mercado espera amplamente manutenção do atual patamar de juros.
O risco geopolítico segue latente, e nessa toada o ouro ultrapassa a marca histórica de US$ 5,1 mil dólares. O índice da Europa opera levemente negativo (Stoxx 600: -0,1%), com desempenho misto através de setores e bolsas. Na Ásia, mercados permanecem atentos a possíveis medidas ‘anti-especulação’ provenientes do governo japonês após evento de volatilidade na semana passada. Na China, os mercados fecharam levemente positivos (CSI 300: 0,1%; HSI: 0,1%).
IBOVESPA +1,86% | 178.858 Pontos. CÂMBIO -0,45% | 5,28/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em forte alta, avançando 8,5% em reais e 10,3% em dólares, aos 178.859 pontos. O índice registrou sua melhor performance semanal desde abril de 2020, renovando máximas históricas.
A Cogna (COGN3, +20,2%) foi o principal destaque positivo da semana, beneficiando-se do fechamento da curva de juros e elevação de recomendação por um banco de investimentos.
Por outro lado, entre os poucos papéis que encerraram a semana no campo negativo, Raízen (RAIZ4, -1,2%) se destacou na ponta negativa, interrompendo a tendência positiva observada desde o início de 2026.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros recuaram ao longo da curva, acompanhando o alívio externo após declarações de Donald Trump reduzirem tensões geopolíticas. O fluxo de diversificação internacional favoreceu os ativos brasileiros e o dólar (DXY) atingiu seu menor nível desde setembro. As taxas reais também cederam levemente, com a NTN‑B 2030 fechando a 7,94% a.a. (vs. 8,00%). Na curva nominal, o DI jan/27 encerrou em 13,70% (-11,5 bps), o DI jan/29 em 13,03% (-17,5 bps) e o DI jan/31 em 13,35% (-15,5 bps). Nos EUA, as Treasuries recuaram marginalmente: T‑Note 2 anos a 3,60% (-1 bp vs. pregão anterior), T‑Note 10 anos a 4,23% (-2 bps) e T‑Bond 30 anos a 4,83% (-1 bp).
IFIX
O IFIX encerrou a semana em alta de 0,85%, acumulando valorização de 1,75% em 2026 e renovando sua máxima histórica aos 3.841,53 pontos. O desempenho foi liderado pelos fundos multiestratégia (1,66%) e de papel (1,01%), beneficiados pelo fechamento da curva de juros e desvalorização do dólar frente ao real em um ambiente mais favorável, marcado pelo alívio das tensões globais, pela retomada do fluxo de capitais para países emergentes — incluindo o Brasil — e pela divulgação de pesquisas eleitorais bem recebidas pelo mercado. Os fundos de fundos, que seguem negociando com descontos relevantes em relação ao valor patrimonial, avançaram 0,86% no período. Em contrapartida, os fundos de tijolo apresentaram desempenho mais moderado (+0,72), pressionados principalmente pelos segmentos de logística (0,18%) e shoppings (0,34%).
Economia
Donald Trump ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre todas as importações do Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China, afirmando que poderia se tornar uma “porta de entrada” para produtos chineses evitarem as tarifas americanas.
Na agenda internacional, o destaque será a decisão de taxa de juros pelo banco central dos Estados Unidos (Fed), que ocorrerá na quarta-feira – o mercado antecipa estabilidade entre 3,50% e 3,75%. Na China, haverá a publicação dos PMIs de serviços e da indústria – sondagens com empresas que visam medir o pulso da atividade econômica.
No Brasil, semana repleta de indicadores. O destaque é a reunião do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central – na quarta-feira. A expectativa é de manutenção da taxa Selic em 15,00%, mas o mercado buscará pistas sobre o início do ciclo de cortes de juros. Além disso, o IBGE divulgará o IPCA-15 de janeiro (terça-feira) e o Banco Central publicará as estatísticas do setor externo (segunda-feira), de crédito e fiscais (sexta-feira). Por fim, sobre o mercado de trabalho, o Caged será divulgado na quarta-feira e a taxa de desemprego na sexta-feira.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)