DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil mercado avalia, ainda, os recordes na arrecadação federal e na bolsa B3
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(Brasília-DF, 23/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil sem índices relevantes a serem divulgados e o mercado avalia, ainda, a divulgação da arrecadação recorde de 2025 ao mesmo tempo que tivemos novo super recorde nos negócios na B3, nessa quinta-feira.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros em Wall Street operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), após os principais índices acumularem o segundo dia consecutivo de ganhos com a redução das tensões geopolíticas. A recuperação começou após o presidente Donald Trump recuar da imposição de tarifas sobre oito países europeus e anunciar, ao lado do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, um “framework” para um possível acordo envolvendo a Groenlândia. No pós-mercado, porém, as ações da Intel caíram cerca de 12% após a companhia divulgar um guidance fraco para o primeiro trimestre. Apesar da recuperação recente, o S&P 500 e o Nasdaq ainda caminham para a segunda semana negativa consecutiva.
Na Europa, os mercados operam em baixa (Stoxx 600: -0,2%), após os fortes ganhos registrados na quinta-feira com o anúncio do acordo preliminar sobre a Groenlândia. O discurso do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, crítico à postura europeia diante das ameaças globais, trouxe cautela adicional. O setor de telecomunicações é um dos poucos em alta na região, enquanto papéis ligados a óleo e gás sobem acompanhando a alta do petróleo.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,4%; HSI: +0,4%), enquanto o restante do continente fechou majoritariamente em alta, acompanhando o desempenho positivo de Wall Street e a redução das preocupações geopolíticas. No Japão, o Banco do Japão manteve a taxa básica em 0,75%, e o Nikkei 225 avançou 0,3%, enquanto o Topix subiu 0,4%. Algumas ações de tecnologia na região sofreram pressão após a forte queda da Intel no pós-mercado nos EUA.
IBOVESPA +2,20% | 175.589 Pontos. CÂMBIO -0,47% | 5,31/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta significativa de 2,2%, aos 175.589 pontos, registrando o segundo avanço expressivo consecutivo e renovando máximas históricas. O índice segue sendo sustentado pelo movimento de rotação global que favorece mercados emergentes, impulsionado por fluxos estrangeiros, que já acumulam R$ 8,8 bilhões no mercado à vista e R$ 6,9 bilhões no mercado futuro em 2026, totalizando R$ 15,6 bilhões.
Pelo segundo pregão consecutivo, Cogna (COGN3, +7,4%) foi o principal destaque positivo do dia, refletindo a continuidade do momento positivo do papel após uma elevação de recomendação por um banco de investimentos e fechamento da curva de juros, que tem favorecido ações cíclicas. Na ponta negativa, as petroleiras apresentaram desempenho negativo, com Prio (PRIO3, -1,3%) e PetroReconcavo (RECV3, -1,0%) recuando em resposta à queda do preço do petróleo (Brent, -2,4%).
Nesta sexta-feira, haverá a divulgação dos PMIs de manufatura e serviços de janeiro nos EUA. Pela temporada internacional de resultados do 4T25, atenção para os balanços de American Airlines Group e SLB.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quinta-feira sem direção única nos Estados Unidos, em meio à divulgação de dados econômicos, ao leilão de TIPS e a um ambiente de menor prêmio de risco geopolítico. Indicadores que mostraram resiliência da atividade impulsionaram os rendimentos das Treasuries de 2 anos, que fecharam em 3,61% (+2 bps). Já os títulos de 10 anos recuaram após o leilão, encerrando o dia em 4,25% (0 bp), enquanto os de 30 anos caíram para 4,84% (-3 bps).
No Brasil, a curva apresentou novamente movimento de queda ao longo dos principais vértices, sustentado pela entrada de fluxos estrangeiros, que contribuíram para a desvalorização do dólar e reforçaram um otimismo quanto ao espaço para cortes de juros pelo Copom. Além disso, o Tesouro Nacional ofertou dois lotes maiores de títulos prefixados; porém, apesar da pressão inicial observada pela manhã, o impacto foi devolvido. O DI jan/27 encerrou a 13,68% (-7 bps), o DI jan/29 a 13,05% (-10 bps) e o DI jan/31 a 13,39% (-9 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta‑feira em alta de 0,21%, aos 3.820,20 pontos, favorecido pela desvalorização do dólar, fator que contribuiu para o fechamento da curva de juros. O desempenho positivo foi liderado pelos fundos híbridos, que avançaram 0,41%, seguidos pelos fundos de fundos (+0,34%) — segmento mais sensível às oscilações da curva de juros — e pelos fundos de papel (+0,27%). Os fundos de tijolo apresentaram desempenho mais moderado, com alta de 0,08%, pressionados pelos segmentos de ativos logísticos e de shoppings, que registraram variações de -0,04% e -0,02%, respectivamente.
Com esse resultado, o IFIX acumula valorização de 1,19% no ano. Entre os destaques positivos da sessão figuraram XPCI11 (+2,9%), URPR11 (+2,3%) e BTHF11 (+2,1%). Já entre as principais quedas, destacaram‑se BTAL11 (-2,0%), PMIS11 (-1,9%) e VILG11 (-0,9%).
Economia
Nos EUA, a inflação medida pelo PCE (índice de preços de gastos com consumo) subiu 0,2% em novembro contra outubro, assim como o núcleo – indicador preferido pelo Fed (banco central) -, que exclui alimentos e energia. No acumulado em 12 meses, o núcleo avançou 2,8%. Os números sustentam a postura cautelosa da autoridade monetária quanto ao próximo corte de juros. Também foi divulgado a estimativa final do crescimento do PIB do 3° trimestre, com leve revisão de 4,3% para 4,4%, com revisão em exportações e investimentos.
No Brasil, a arrecadação federal subiu 3,7% em termos reais em 2025, com sinais de desaceleração. Projetamos arrecadação federal de R$ 3.082,3 bilhões em 2026, equivalente a um crescimento real de 2,8%. Ainda assim, esse montante não é suficiente para o cumprimento da meta de resultado primário do governo central.
Na agenda internacional, destaque para divulgação dos índices PMI nos EUA – PMIs são sondagens empresariais que visam captar o pulso da atividade econômica.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)