Receita Federal informa que arrecadação federal de dezembro foi o melhor da história e cresceu 7,46% em relação a dezembro de 2024
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(Brasília-DF, 22/01/2026) No meio da manhã desta quinta-feira, 22, como era esperado pelo mercado, lá no Ministério da Fazenda, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, com a presença do chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, auditor-fiscal Claudemir Malaquias, e od coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, auditor-fiscal Marcelo Gomide, comentaram a arrecadação federal de dezembro e o acumulado do ano. É o melhor desempenho arrecadatório para os meses de dezembro.
A arrecadação total das Receitas Federais atingiu, em dezembro de 2025, o valor de R$ 292.724 milhões, registrando crescimento real (IPCA) de 7,46% em relação a dezembro de 2024. No período acumulado de janeiro a dezembro de 2025, a arrecadação alcançou o valor de R$ 2.886.875 milhões, representando um acréscimo pelo IPCA de 3,75%. Importante observar que se trata do melhor desempenho arrecadatório desde 2000 tanto para dezembro quanto para o período acumulado.
Quanto às Receitas Administradas pela RFB, o valor arrecadado, em dezembro de 2025, foi de R$ 285.210 milhões, representando um acréscimo real (IPCA) de 7,67%, enquanto no período acumulado de janeiro a dezembro de 2025, a arrecadação alcançou R$ 2.763.262 milhões, registrando acréscimo real (IPCA) de 4,27%.
Cabe esclarecer que a base de comparação se encontra influenciada por eventos não recorrentes ou alterações de legislação que ocorreram em 2024 sem contrapartida em 2025. A tabela abaixo discrimina esses efeitos.
Destaques de Dezembro de 2025
A Receita Previdenciária apresentou uma arrecadação de R$ 93.501 milhões,
representando crescimento real de 4,45%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 5,36% da massa salarial. Além disso, houve crescimento de 13,74% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária, em dezembro de 2025 em relação a dezembro de 2024. Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos, de acordo com a Lei nº 14.973/24, a partir de janeiro de 2025.
O IRFF-Capital apresentou uma arrecadação de R$ 32.701 milhões, representando
crescimento real de 22,70%. Esse desempenho pode ser justificado pelos aumentos nominais de 32,88% na arrecadação do item “Fundos de Renda Fixa” e de 35,58% na arrecadação do item “Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)”.
O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 51.349 milhões, com
crescimento real de 5,55%. Esse resultado decorre da queda de 0,34% no volume de vendas (PMCIBGE) e do aumento de 2,52% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre novembro de 2025 e novembro de 2024, e também do crescimento da arrecadação das empresas em geral, das entidades financeiras e da redução na arrecadação relativa à importação.
Destaques do período Janeiro-Dezembro de 2025
A Receita Previdenciária apresentou uma arrecadação de R$ 737.751 milhões,
representando crescimento real de 3,27%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 5,57% da massa salarial. Além disso, houve crescimento de 14,37% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária, no período de janeiro a dezembro de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos, de acordo com a Lei nº 14.973/24, a partir de janeiro de 2025.
O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 581.946 milhões, com
crescimento real de 3,03%. Esse resultado decorre do decréscimo de 0,16% no volume de vendas (PMC-IBGE) e do aumento de 2,72% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, em relação ao período compreendido entre dezembro de 2023 e novembro de 2024, com o crescimento da arrecadação das empresas em geral, inclusive importadoras, em conjugação com o desempenho positivo das entidades financeiras.
O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 86.477 milhões, representando crescimento
real de 20,54%. Esse desempenho pode ser pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas (Decreto 12.499, de 11 de junho de 2025).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)