31 de julho de 2025
MERCADOS

Em dia de inflação acima do esperado, mas influenciado pela cena internacional Ibovespa fecha em forte queda e dólar fechou em R$ 5,24

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Por Politica Real com agências
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Mercado hoje Foto: Bloomberg Linea

(Brasília-DF, 12/03/2026). Nesta quinta-feira, 12, em que a inflação( IPCA/fevereiro) ficou acima do esperado, o Ibovespa fechou em forte queda influenciado pelo sentimento de aversão ao risco nos mercados internacionais diante da guerra no Irã e do aumento do petróleo. 

Investidores reagiram à perspectiva de um conflito prolongado no Oriente Médio depois que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, dizer que não tem intenção de colocar fim ao fechamento do Estreito de Ormuz.

O Brent subiu 9,90% e encerrou o dia cotado a US$ 101,56 o barril, o maior nível no fechamento desde 2022, segundo a Bloomberg News. O WTI também avançou na mesma proporção. 

Com isso, o principal índice da B3 caiu 2,55%, aos 179.284 pontos, revertendo os ganhos dos últimos três pregões. O dólar comercial subiu 1,69%, cotado a R$ 5,24. Em Nova York e nas bolsas mundo afora, o dia também foi de perdas.

Inflação

Hoje ,12,  foi divulgada a leitura do IPCA de fevereiro, em +0,70% na margem e +3,81% no acumulado dos últimos 12 meses. O número veio acima da mediana das expectativas de mercado, em 0,63%, e da nossa projeção, em 0,61%.

Entre os grupos de maior atenção, destaca-se a aceleração do grupo Educação (+5,21%), em vista dos reajustes sazonais de cursos regulares, que subiram +6,20%. Os Transportes também se aceleraram, com a forte alta de passagem aérea (+11,64%) e, em menor medida, pelos aumentos de transporte por aplicativo (+1,80%) e seguro voluntário de veículo (+5,62%). Em contraponto, a gasolina registrou queda (-0,61%), com o início dos efeitos da redução dos preços pela Petrobras em 27 de janeiro. Também em sentido altista, o grupo Habitação voltou a subir (de -0,11% para +0,30%), com a dissipação do efeito baixista da vigência da bandeira verde a partir de janeiro – houve alta de +0,33% para energia elétrica. Alimentação contrariou nossas expectativas e se acelerou de +0,10% para +0,23%. O impulso partiu das aves e ovos (+0,67%) e do leite longa vida (+1,24%). Na direção contrária, alimentos in natura se deflacionaram, com destaque para a alta mais fraca de tomate (+0,30%, frente a +20,52% em janeiro) e deflação das frutas (-2,78%). No grupo Despesas pessoais, destacamos o efeito dos descontos concedidos durante a Semana do Cinema em fevereiro, que trouxeram o subitem cinema, teatro e concertos para -3,90%.

Em sentido decrescente, Saúde e cuidados pessoais se arrefeceu para +0,59%, por conta da alta mais suave dos preços de higiene pessoal (+0,92%), notadamente pefume (+2,05%).

Os serviços subjacentes subiram mais do que o esperado e se aceleraram para +0,64% (ante +0,57%), com pressão do seguro voluntário de veículo e serviços bancários (+1,06%). Em contraponto, os preços administrados recuaram para +0,17%, com ajuda da queda de gasolina e da menor alta de ônibus urbano (+1,14%). Nosso call é de que as medidas de serviços não devem mostrar alívio ao longo do ano – a taxa acumulada em 12 meses dos serviços subjacentes ainda é elevada, em 5,52%. A média móvel de 3 meses de serviços subjacentes dessazonalizada e anualizada também permaneceu em nível elevado, ao avançar de 4,5% para 5,1%.

Em síntese, o IPCA de fevereiro permaneceu pressionado, principalmente por serviços (passagem aérea, cursos e serviços pessoais e veiculares), com média dos núcleos em +0,62% na margem e +4,53% no acumulado em 12 meses. Nossa projeção para o IPCA de 2026 está em 4,3%._

(da redação com informações de assessoria e Bloomberg Linea. Edição: Política Real)