31 de julho de 2025
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MERCADOS: Em dia de alta-tensão de Trump com a Europa, Ibovespa bate recorde e chega a primeira vez a 166 mil pontos

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Por Politica Real com agências
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Mercados hoje Foto: Bloomberg Linea

(Brasília-DF, 20/01/2026) Apesar do. clima pessimista de aversão global a risco à medida que a ameaça dos EUA de tomar o controle da Groenlândia que enfrenta resistência da Europa o Ibovespa alcançou um novo recorde nesta terça-feira ,20.

As expectativas com as eleições se aliaram a um fluxo estrangeiro de maior volume no início deste ano, segundo analistas, conforme investidores buscam maior diversificação diante do aumento de incertezas globalmente.

O principal índice da B3 subiu 0,87%, aos 166.277 pontos.

O dólar teve alta de 0,30%, cotado a R$ 5,38, na contramão também da queda em outros mercados.

Em Nova York, tanto o S&P 500 como o Nasdaq Composite recuaram mais de 2% diante do sentimento de aversão a risco com o temor de retaliação da Europa: as quedas foram de 2,06% e 2,39%, respectivamente.

Europa

Parlamentares da União Europeia (UE) concordaram nesta terça-feira (20/01) em adiar a ratificação de um acordo comercial com os Estados Unidos após o presidente Donald Trump ameaçar impor tarifas por causa da Groenlândia.

O bloco europeu avalia quão duramente deve reagir caso Trump siga adiante com as ameaças comerciais. Elas se somam ao seu tom cada vez mais incisivo sobre a ilha do Ártico, um território autônomo da Dinamarca sob proteção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). 

O adiamento não significa o fim do acordo, firmado em julho com Trump após meses da guerra comercial travada pelo republicano, quando os EUA impuseram tarifas de 15% sobre produtos da UE. O Parlamento Europeu planejava votar nas próximas semanas a remoção de tarifas sobre bens industriais dos EUA, como parte do acordo.

A União Europeia declarou, também nesta terça-feira, que as novas tarifas planejadas por Trump devido à Groenlândia são um "erro" e questionou a confiabilidade de Trump.

Opções sobre a mesa

A suspensão da aprovação envia um sinal de descontentamento à Casa Branca, num momento em que os aliados europeus da Otan estão com o alerta ligado. Para parlamentares da UE, o recado deverá gerar apreensão no empresariado americano.

"É uma alavanca extremamente poderosa. Não acho que as empresas concordariam em renunciar ao mercado europeu", disse Valérie Hayer, presidente do grupo centrista Renovar a Europa no Parlamento Europeu.

Trump ameaçou atingir seis países da UE, incluindo as potências França e Alemanha, com tarifas por não aceitarem que os EUA "adquiram" a Groenlândia.

O bloco está avaliando diferentes respostas caso Trump não recue, incluindo colocar o acordo comercial do ano passado em espera e atingir os Estados Unidos com 93 bilhões de euros em tarifas.

O pacote de tarifas retaliatórias foi acordado no auge do impasse comercial entre UE e EUA no ano passado, mas acabou sendo suspenso até 6 de fevereiro para evitar uma guerra comercial total.

( da redação com informações de DW, AP, AFP, DPA. Edição: Política Real)