DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil é dia de divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de novembro
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(Brasília-DF, 15/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil é dia de divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de novembro.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,7%). O movimento ocorre após uma sessão negativa na quarta-feira, quando o S&P 500 recuou 0,5% e o Nasdaq caiu 1%, pressionados sobretudo por ações de tecnologia e bancos, após resultados fracos de instituições financeiras e queda relevante de big techs, em meio a restrições impostas pela China a chips da Nvidia. No campo político, o mercado reage à assinatura, por Donald Trump, de uma tarifa de 25% sobre determinados semicondutores, além de acompanhar novos desdobramentos geopolíticos envolvendo Irã, Groenlândia e as críticas recorrentes do presidente à condução da política monetária pelo Federal Reserve.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,3%), puxadas principalmente pelo setor de semicondutores, após a TSMC divulgar um lucro recorde no quarto trimestre, impulsionado pela forte demanda por chips ligados à inteligência artificial. As ações da ASML chegaram a subir até 7%, enquanto outras empresas do setor também avançam de forma expressiva. O mercado europeu segue atento às tensões geopolíticas, após um encontro entre autoridades dos Estados Unidos, da Dinamarca e da Groenlândia terminar sem consenso sobre o futuro do território.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: +0,2%; HSI: -0,3%), pressionados por ações de tecnologia e pelo tom regulatório mais duro, com a abertura de uma investigação contra a Trip.com por suposto comportamento monopolista. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,6% e renovou máximas históricas após o banco central manter a taxa de juros em 2,5%. No Japão, o Nikkei recuou levemente após atingir recordes nos últimos pregões, enquanto o Topix avançou.
Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em novembro, após ligeira alta de 0,1% em outubro. A medida de núcleo da inflação ao produtor – exclui os itens de alimentos e energia – desacelerou de 0,4% para 0,2%. Enquanto isso, o consumo permanece em trajetória de crescimento sólido. As vendas varejistas cresceram acima do esperado em novembro, puxadas pelos segmentos de veículos e materiais de construção. Nosso cenário prevê que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) cortará sua taxa básica de juros apenas uma vez em 2026, para o intervalo entre 3,25% e 3,50%.
IBOVESPA +1,96% | 165.145 Pontos. CÂMBIO +0,06% | 5,37/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira com alta significativa, aos 165.145 pontos, impulsionado principalmente pelos setores de commodities, com destaque para Óleo & Gás e Mineração e Siderurgia. Entre os principais pesos do índice, Petrobras (PETR3, +3,6%; PETR4, +2,7%) e Vale (VALE3, +4,7%) lideraram a contribuição para o desempenho do dia.
Além do desempenho positivo do setor de Mineração & Siderurgia, Eneva (ENEV3, +4,1%) foi um dos principais destaques, se beneficiando de uma elevação de recomendação por um banco de investimentos. Na ponta negativa, MRV (MRVE3, -5,1%) recuou após a divulgação de sua prévia operacional do 4T25, que trouxe indicadores operacionais levemente positivos, mas com geração de caixa abaixo das estimativas de nossos analistas (veja aqui o comentário completo).
Nesta quinta-feira, a agenda doméstica inclui a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio referente a novembro no Brasil. No cenário internacional, a temporada de resultados do 4º trimestre segue em foco, com a divulgação dos balanços de BlackRock, Goldman Sachs e TSMC.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram esta quarta-feira em alta, em movimento contrário à curva das Treasuries. O ajuste foi atribuído ao ruído gerado pela notícia de suspensão de vistos pelos EUA para 75 países, incluindo o Brasil, que elevou prêmios de risco em sessão de menor liquidez. A expectativa pelo leilão de prefixados do Tesouro de hoje (15) também contribuiu para manter pressão na ponta longa. DI jan/27 em 13,740% (+4,7bps); DI jan/28 em 13,035% (+7,0bps); DI jan/29 em 13,035% (+7,0bps); DI jan/31 em 13,340% (+5,0bps). Nos EUA, as Treasuries recuaram ao longo da curva, refletindo busca por ativos seguros diante do aumento da aversão a risco global. T-note 2y em 3,518% (-1,2bps); T-note 10y em 4,143% (-4,0bps); T-bond 30y em 4,793% (-3,0bps).
IFIX
O IFIX encerrou o pregão de quarta-feira com leve alta de 0,05%, renovando sua máxima histórica ao fechar em 3.797,88 pontos e acumulando valorização de 0,60% no ano. O movimento foi influenciado pelo cenário político, que esteve no radar dos investidores no início do pregão. No desempenho setorial, os fundos de tijolo avançaram 0,03%, enquanto os fundos de papel registraram alta de 0,12%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se BPML11 (+2,4%), DEVA11 (+1,9%) e VRTM11 (+1,2%). Já entre as principais quedas, figuraram SNFF11 (-1,9%), URPR11 (-1,8%) e JSCR11 (-1,4%).
Economia
No Brasil, destaque para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente a novembro. Estimamos crescimento de 0,5% para as vendas reais do varejo ampliado em comparação com outubro. O varejo restrito – que exclui os segmentos de veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo – deve mostrar expansão mensal de 0,8%. A dinâmica recente do comércio varejista corrobora nosso cenário de resiliência da atividade doméstica.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)