Lula lidera todas as disputas em primeiro turno na presidencial de 2026; Flávio Bolsonaro se consolida como principal candidato de oposição informa pesquisa Genial/Quaest
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(Brasília-DF, 15/01/2026) Nessa quarta-feira, 14, cedo, a Genial investimentos e a Quaest Pesquisas divulgaram a primeira pesquisa eleitoral presidencial de 2026 mostrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todas as possíveis simulações de disputas no primeiro turno de uma elei;ão presidencial em 2026.
Em segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) aparece como o candidato melhor colocado no campo da oposição, assim como se sinaliza sua consolidação como candidato da Oposição. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é o melhor avaliado mas já avisou que vai apoiar o senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Veja as postagens do cientista político Felipe Nunes, o CEO da Quaest Pesquisas:
Lula lidera todos os cenários estimulados de 1º turno na pesquisa Genial/Quaest de Jan/26. Ele tem entre 35% e 40% das intenções de voto nos cenários testados.
Flavio Bolsonaro se consolida na segunda posição: no cenário que inclui Tarcísio e os demais nomes ele aparece com 23%; sem o governador de São Paulo, ele vai para 26%. Sem Flávio, Ratinho e Zema, Tarcísio chegaria a 27%.
Os dados da pesquisa sugerem que a força de arrancada que Flavio adquiriu no último mês não é só fruto do apoio de bolsonaristas, mas também da direita não bolsonarista, que começa a considerar a possibilidade de votar nele, mesmo diante de outros nomes.
Nesse segmento, Flavio já aparece com quase 50% das intenções de voto, contra 16% de Tarcisio e 10% de Ratinho no cenário com todos os candidatos.
Nas simulações de 2º turno, Lula também aparece vencendo todos os adversários. O que varia é a distância. Contra Tarcísio, Lula aparece 5 pts na frente; contra Flavio ou Ratinho Jr, são 7 pts de vantagem. Nos demais confrontos, a vantagem do petista se amplia. Contra Caiado, Lula tem 11 pts de vantagem; contra Zema são 15 pts; contra Aldo, 18 pts e contra Renan 20 pts.
Importante destacar que a distância entre Lula e Tarcisio diminuiu no último mês: a vantagem de 10 pts (45 x 35) caiu pela metade e foi para 5 pts (44 x 39).
O grande trunfo do governador de São Paulo seria o apoio crescente da direita bolsonarista no cenário contra o Lula. O seu desafio seria conseguir convencer os eleitores independentes e bolsonaristas a aderirem ao seu projeto presidencial, em um caso de desistência de Flávio.
Também conta a favor dos outros governadores de direita a percepção pública de que, pra ser competitivo contra Lula, a oposição precisa lançar um nome que não seja bolsonarista. Se for uma disputa de alguém da família Bolsonaro, a população acredita que Lula vencerá com facilidade. Mas se a oposição lançar um nome não bolsonarista, a população acredita que vai ser uma eleição mais competitiva.
Na população, no entanto, a crença majoritária é que Flavio vai até o fim da disputa: passou de 49% para 54% os brasileiros que acreditam que o filho 01 do presidente vai até o fim da campanha.
Essa visão está se consolidando em quase todos os segmentos eleitorais do país. Entre bolsonaristas, a crença de que Flavio será o candidato chegou a 83%; na direita, foi a 75%; entre os independentes, passou para 49%; e na esquerda, são 44% que acreditam que ele vá até o fim.
O que também sugere a manutenção de Flavio na disputa é o aumento no percentual de brasileiros que acreditam que o ex-presidente tomou a medida certa ao escolher seu filho como candidato: saiu de 36% para 43% quem defende a decisão de Jair Bolsonaro.
Bolsonaristas já estão convencidos da decisão: 87% dizem que foi a escolha certa. Além disso, vai se ampliando o percentual que passa a defender a escolha de Flavio entre eleitores da direita (de 55% para 62%) e entre independentes (de 28% para 36%).
Além de conseguir ganhar espaço na opinião pública, Flávio também viu seu desempenho eleitoral oscilar positivamente no último mês. A desvantagem para Lula, que era de 10 pontos em Dez/26, passou para 7 pontos este mês.
A melhora marginal no desempenho de Flávio aconteceu especialmente nos dois segmentos mais à direita do eleitorado. O eleitor independente, decisivo na eleição, ainda prefere votar em Lula se a disputa for contra Flávio.
Para tornar sua campanha mais competitiva, Flávio tem o desafio de diminuir sua rejeição. E ele conseguiu esse feito no último mês. Enquanto a rejeição de Lula manteve-se em 54%, a rejeição ao Flávio foi de 60% para 55%. Verdade que ela ainda é maior que a de outros nomes como Tarcisio e Caiado, que também viram suas rejeições oscilarem para baixo.
Quem parece ter cumprido sua missão na transferência de seu espólio político é Jair Bolsonaro. Entre os bolsonaristas, 73% afirmam que vão votar no candidato indicado por Bolsonaro e outros 20% dizem que vão considerar essa opção, o que dá 93%; número muito parecido com o que vota em Flávio nesse segmento.
Se o cenário com Flávio se consolidar até abril, Lula tende a disputar a terceira eleição polarizada contra alguém da família. A seu favor, o sentimento de 46% que tem medo da família Bolsonaro voltar ao poder, contra 40% que tem medo da continuidade de Lula na presidência.
O que Lula ainda não conseguiu fazer, no entanto, foi gerar uma sensação positiva de continuidade. O que, é preciso reconhecer, em tempos de polarização calcificada é mais difícil. Pelo quarto mês consecutivo a aprovação do governo está estável, um empate entre quem aprova (47%) e quem desaprova (49%).
O saldo da avaliação do governo continua negativo: 39% avaliam o governo como ruim ou péssimo, 27% como regular e 32% como ótimo ou bom.
E a maioria (56%) continua achando que Lula não merece mais um mandado como presidente. Ou seja, Lula vence em todos os cenários de intenção de voto, mas não parece empolgar a maioria da população brasileira.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 8 e 11/JAN. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.
( da redação com informações da Quaest Pesquisas. Edição: Política Real)