31 de julho de 2025
ECONOMIA MUNDIAL

Presidente do FED, em declaração, informou investigação criminal contra ele; Powell avalia como algo sem precedentes e avalia que medida é por conta dele se recusar a reduzir taxas de juros

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Por Politica Real com agências
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Jerome Powell divulgou video nesse domingo Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 12/01/2026) Nesse domingo, 11, se teve a notícia que chama atenção do mundo econômico e financeiro mundial

Procuradores federais dos Estados Unidos abriram uma investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell.

Em um vídeo, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, anunciou que procuradores federais dos Estados Unidos abriram uma investigação criminal contra ele.  Powell disse que o Departamento de Justiça dos EUA entregou intimações ao Fed e ameaçou apresentar uma acusação criminal por causa do seu depoimento a uma comissão do Senado sobre as reformas nos prédios do Banco Central americano.

Ele classificou a investigação como "sem precedentes" e afirmou acreditar que ela foi aberta porque contrariou o presidente americano, Donald Trump, ao se recusar a reduzir taxas de juros, apesar das repetidas pressões públicas do presidente.

Powell é o mais recente exemplo a entrar em conflito com Trump e, em seguida, enfrentar investigação criminal pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Veja a íntegra da declaração que foi divulga ontem, 11, à noite:

Boa noite.

Na sexta-feira, o Departamento de Justiça entregou ao Federal Reserve intimações do grande júri, ameaçando com uma acusação criminal relacionada ao meu depoimento perante o Comitê Bancário do Senado em junho passado. Esse depoimento dizia respeito, em parte, a um projeto plurianual de reforma dos prédios históricos do Federal Reserve.

Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilidade em nossa democracia. Ninguém — certamente não o presidente do Federal Reserve — está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo.

Essa nova ameaça não se refere ao meu depoimento em junho passado nem à reforma dos prédios do Federal Reserve. Não se refere ao papel de supervisão do Congresso; o Fed, por meio de depoimentos e outras divulgações públicas, fez todos os esforços para manter o Congresso informado sobre o projeto de reforma. Essas são desculpas. A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do Presidente.

Trata-se de saber se o Fed será capaz de continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas — ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação.

Servi no Federal Reserve sob quatro administrações, tanto republicanas quanto democratas. Em todos os casos, desempenhei minhas funções sem medo ou favorecimento político, concentrando-me exclusivamente em nosso mandato de estabilidade de preços e pleno emprego. O serviço público às vezes exige firmeza diante de ameaças. Continuarei a fazer o trabalho para o qual o Senado me confirmou, com integridade e compromisso em servir ao povo americano.

Obrigado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)