DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque é a divulgação das vendas no varejo de janeiro
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(Brasília-DF, 11/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil o destaque é a divulgação das vendas no varejo de janeiro.
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Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), diante do conflito no Oriente Médio e enquanto investidores aguardam a divulgação do CPI de fevereiro. Na sessão anterior, os índices tiveram desempenho misto, com o S&P 500 caindo 0,2% e o Nasdaq permanecendo praticamente estável. Nove dos onze setores do S&P terminaram no negativo, com tecnologia e comunicação sendo os únicos a registrar ganhos modestos.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -1,0%), refletindo a intensificação das operações militares no Oriente Médio. Relatos indicam que forças americanas afundaram navios iranianos próximos ao Estreito de Ormuz, após suspeitas de que Teerã tentava minar a rota marítima.
Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: -0,2%; CSI 300: +0,6%), enquanto o restante da região apresentou recuperação. O Nikkei japonês subiu 1,4% e o Kospi sul-coreano avançou 1,4%. O movimento refletiu alívio parcial após o recuo do petróleo na terça-feira, diante de discussões no G7 sobre possível liberação de reservas estratégicas para conter o choque de oferta.
IBOVESPA +1,40% | 183.447 Pontos. CÂMBIO -0,99% | 5,16/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 1,4%, aos 183.477 pontos. O dia foi marcado por um tom mais otimista nos mercados, impulsionado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, ao final do pregão da véspera, indicando que o conflito no Oriente Médio estaria mais próximo do fim. O sentimento também foi favorecido por uma mensagem do Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, informando que a Marinha norte-americana havia escoltado com sucesso um petroleiro pelo Estreito de Ormuz. Com isso, os preços do petróleo passaram a recuar ao longo do dia, encerrando com queda de 11,16%.
Rumo (RAIL3, +7,0%) liderou os ganhos, refletindo rumores de mercado sobre possíveis tratativas para a venda do ativo à Ultrapar (UGPA3), embora o CEO da Cosan, controladora da Rumo, tenha negado a intenção de venda. Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -5,4%) esteve entre as principais quedas. Após o fechamento do mercado, surgiram notícias de que a companhia entrou com pedido de recuperação extrajudicial.
Para o pregão de quarta-feira, o principal destaque da agenda internacional será a divulgação do CPI de fevereiro nos Estados Unidos. Pela temporada de resultados do 4T25, o mercado acompanhará os balanços de Azzas, Smart Fit, Vibra, Brava, Cogna e Braskem, entre outros.
Renda Fixa
Os juros futuros recuaram no Brasil nesta terça‑feira em meio à nova queda expressiva do petróleo, superior a 10%, que reduziu o prêmio de risco na ponta longa e aliviou os prêmios de inflação. Os DIs fecharam em 13,56% no jan/27 (‑18 bps vs. ajuste anterior), 13,09% no jan/29 (‑24 bps) e 13,42% no jan/31 (‑24 bps).
Nos EUA, por outro lado, as Treasuries avançaram sob dúvidas de navegação no estreito de Ormuz. A T‑Note de 2 anos fechou em 3,59% (+4 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,15% (+5 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,78% (+6 bps).
IFIX
O IFIX fechou o pregão de terça-feira em queda de 0,07%. Entre os segmentos, os Fundos de Recebíveis registraram queda de 0,30%, enquanto os Híbridos recuaram 0,17%. Os Fundos de Tijolo tiveram alta de 0,13%, impulsionados por uma variação mista dentro do grupo: Lajes Corporativas caíram 0,19%, Shoppings tiveram leve baixa de 0,10%, enquanto Ativos Logísticos avançaram 0,20%. Outros segmentos também mostraram desempenho positivo, como os fundos de Multiestratégia, que subiram 0,48%, e os FOFs, que apresentaram alta moderada de 0,27%. Entre as maiores altas do pregão estiveram GZIT11 (+1,8%), PATL11 (+1,5%) e TVRI11 (+1,4%). No campo negativo, os principais destaques foram BPML11 (-4,0%), VINO11 (-2,4%) e BTAL11 (-1,6%).
Economia
As vendas de moradias existentes nos Estados Unidos subiram 1,7% no mês passado, para 4,09 milhões de unidades, acima das estimativas, embora ainda apresentem queda de 1,4% na comparação anual. O movimento refletiu sobretudo a redução das taxas de hipoteca em 2026, com a taxa média da hipoteca de 30 anos em 6%. No mercado de energia, o petróleo recuou mais de 11% após três sessões de forte alta, com o Brent para maio caindo para US$ 87,80/barril, diante de relatos de tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e da sinalização de maior oferta, incluindo proposta da AIE de liberar 182 milhões de barris de reservas estratégicas.
Na agenda internacional desta quarta-feira, destaque para a divulgação do CPI de fevereiro nos EUA, com o consenso apontando alta de de 2,5% no cheio e 2,4% no núcleo do indicador. Apesar de importante, o resultado tende a ter efeito limitado sobre as expectativas de cortes de juros, dada a elevada volatilidade associada ao choque do petróleo.
No Brasil, o destaque é a divulgação das vendas no varejo de janeiro, com projeção de queda de 0,2% ante o mês anterior no restrito e alta de 0,4% ante o mês anterior no ampliado.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)