Cuba, em resposta a Trump, diz que o "direito e a justiça" estão do lado de Havana; chfe das Relações Exteriores de Cuba diz que o país pode importar petróleo dos mercados "dispostos a exportá-lo"
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Com agências.
(Brasília-DF, 11/01/2026) Neste domingo,11, o governo de Cuba reagiu às recentes ameaças de Donald Trump, que instou a ilha a sentar-se à mesa de negociações "antes que seja tarde demais", afirmando que não receberá mais petróleo nem dinheiro da Venezuela.
"Ao contrário dos EUA, não temos um governo que se preste ao mercenarismo, à chantagem ou à coerção militar contra outros Estados", afirmou o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez Parrilla em sua conta no X.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, respondeu às recentes ameaças de Donald Trump, lembrando que o "direito e a justiça" estão do lado de Havana.
"O direito e a justiça estão do lado de Cuba", escreveu o ministro em sua conta no X neste domingo ,11. "Os EUA se comportam como uma potência hegemônica criminosa e descontrolada que ameaça a paz e a segurança, não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo", afirmou.
"Hegemônico criminoso e descontrolado"
Rodríguez Parrilla explicou que seu país "tem todo o direito" de importar combustível dos mercados "dispostos a exportá-lo", além de exercer seu direito de desenvolver suas relações comerciais "sem interferência ou subordinação às medidas coercitivas unilaterais dos EUA". "O direito e a justiça estão do lado de Cuba", lembrou.
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores acusou Washington de se comportar como uma "potência hegemônica criminosa e descontrolada que ameaça a paz e a segurança, não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo”.
Por outro lado, Rodríguez se pronunciou sobre as acusações de Trump de que Havana recebia "grandes quantidades" de petróleo da Venezuela em troca da prestação de serviços de segurança. "Cuba não recebe nem nunca recebeu compensação monetária ou material pelos serviços de segurança prestados a qualquer país", enfatizou.
( da redação com informações da RT News. Edição: Política Real)