31 de julho de 2025
RÚSSIA

Chancelaria russa diz que presença de europeus na Ucrânia será vista como intervenção e perigo para a Rússia, por outro lado disse que apreensão de petroleiro pelos EUA é uma “violação” que busca "gerar crises internacionais agudas"

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Por Politica Real com agências
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Maria Zakharova. é porta-voz da chancelaria russa Foto: Sputnik News

Com agências

(Brasília-DF, 08/01/2026). Nesta quinta-feira, 08, a chancelaria da Rússia reagiu tanto a decisão dos apoiadores da Ucrânia como sobre a apreensão de petroleiro com bandeira russa em pleno Atlântico Norte.

O envio de tropas ou instalações militares ocidentais para o território ucraniano será considerado por Moscou como uma intervenção, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

A porta-voz comentou a declaração de intenções sobre garantias de segurança para Kiev acordada em Paris pela "coalizão de voluntários" e disse que o documento está "muito longe de uma solução pacífica". "Ele não visa alcançar uma paz e segurança sólidas, mas sim a continuação da militarização, a escalada e a propagação do conflito", afirmou.

Os países ocidentais planejam não apenas o envio de uma força multinacional, mas também a criação de bases militares e instalações para armazenar armas e equipamentos militares na Ucrânia, disse Zakharova, citando tanto o documento quanto as declarações públicas do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e do presidente francês, Emmanuel Macron.

"A implantação no território da Ucrânia de unidades militares, instalações militares, armazéns e outras infraestruturas de países ocidentais será considerada uma intervenção estrangeira que representa uma ameaça direta à segurança não só da Rússia, mas também de outros países europeus".

Como consequência, "todas essas unidades e alvos serão considerados alvos militares legítimos para as Forças Armadas da Federação Russa", precisou a porta-voz.

Petroleiro

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia se pronunciou nesta quinta-feira (8) sobre a "ação ilegal" dos EUA contra o petroleiro de bandeira russa Marinera no Oceano Atlântico.

A Chancelaria russa comunicou que a abordagem e a apreensão de um navio pacífico por militares americanos em alto mar e a captura de sua tripulação "não podem ser interpretadas senão como uma violação flagrante dos princípios e normas fundamentais do direito marítimo internacional e da liberdade de navegação".

"Instamos Washington a restabelecer as normas e princípios fundamentais da navegação marítima internacional e a cessar imediatamente suas ações ilegais contra o Marinera, bem como contra outros navios que realizam atividades legítimas em alto mar", afirmou o órgão, reiterando sua exigência de garantir um "tratamento humano e digno aos cidadãos russos a bordo do petroleiro".

Ao mesmo tempo, rejeitou categoricamente as ameaças de processo judicial contra a tripulação do petroleiro, anunciadas anteriormente pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, "sob pretextos absurdos".

Preocupação com a disposição dos EUA de "gerar crises internacionais agudas"

Da mesma forma, o ministério mostrou-se alarmado com a disposição de Washington de "gerar crises internacionais agudas" e dificultar as relações entre os dois países.

Além da atitude desdenhosa do governo dos EUA em relação às 'regras do jogo' geralmente aceitas no âmbito do transporte marítimo internacional, causa pesar e preocupação a disposição de Washington de gerar crises internacionais graves, inclusive no que diz respeito às relações russo-americanas, já extremamente afetadas pelas divergências dos últimos anos", diz o comunicado.

O órgão afirmou que "o resultado do incidente com o 'Marinera' só pode provocar um aumento ainda maior da tensão militar e política na zona euro-atlântica, bem como uma redução visível do 'limiar do uso da força' contra a navegação pacífica".

Consequentemente, o ministério afirmou que outros países também podem considerar que têm o direito de agir de forma semelhante, percebendo as ações de Washington como um exemplo.

( da redação com informações da Sputinik News e RT News. Edição: Política Real)