31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil divulgação do Balanço de Pagamentos

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 24/02/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e na agenda doméstica a divulgação do Balanço de Pagamentos

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,3%), após forte correção na véspera. O movimento do dia anterior refletiu renovados temores sobre disrupções provocadas por inteligência artificial, especialmente no setor de software, além da incerteza em torno das novas tarifas globais de Trump e tensões com o Irã. Hoje, investidores monitoram dados de confiança do consumidor e resultados da Home Depot, além de se posicionarem para os balanços de Nvidia ao longo da semana.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,1%), em meio à implementação das novas tarifas americanas. Apesar de Trump ter anunciado uma tarifa global de 15%, a medida entrou em vigor inicialmente com alíquota de 10% por 150 dias, segundo comunicado da U.S. Customs and Border Protection. Ainda há incerteza sobre como a regra afetará países como o Reino Unido, que já possui acordo comercial com os EUA. O Parlamento Europeu anunciou pausa na ratificação do acordo UE-EUA firmado no ano passado.

Na China Continental, os mercados fecharam em alta após feriado, enquanto em Hong Kong o índice foi pressionado por ações do setor de saúde (CSI 300: +1,0%; HSI: -1,8%). A Coreia do Sul renovou máxima histórica pelo terceiro dia consecutivo (Kospi: +2,11%), impulsionada por um rali de chips, assim como Taiwan (+2,75%), com a TSMC subindo mais de 3%. Investidores acompanharam ainda a decisão do banco central chinês de manter as taxas LPR inalteradas em 3% (1 ano) e 3,5% (5 anos).

Economia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial entre a UE e os EUA após decisão da Suprema Corte dos EUA que invalidou parte das tarifas previamente impostas. Diante do anúncio de novas tarifas globais de 15%, legisladores afirmam que o quadro jurídico e comercial mudou substancialmente e exigem clareza imediata de Washington sobre como pretende respeitar o pacto antes de seguir com a ratificação.

IBOVESPA -0,88% | 188.853 Pontos. CÂMBIO -0,14% | 5,16/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,9%, aos 188.853 pontos, acompanhando o desempenho negativo dos mercados globais (S&P 500, -1,0%; Nasdaq, -1,2%). O índice recuou apesar da alta de ações de grande peso, com Vale (VALE3, +0,7%) e Petrobras (PETR3, +1,9%; PETR4, +1,6%) subindo na sessão.

Vivo (VIVT3, +3,3%) avançou após a divulgação de resultados referentes ao 4T25. Na ponta negativa, Santander (SANB11, -5,7%) recuou, devolvendo parte dos ganhos registrados no pregão anterior, quando havia apresentado alta de 3,1%.

Nesta terça-feira, pela temporada de resultados do 4T25, destaque para a divulgação dos balanços de Iguatemi, Mercado Livre e C&A.

Renda Fixa

Os juros futuros dos EUA encerraram a segunda‑feira em queda, em meio à busca por ativos seguros diante da retomada da instabilidade comercial. No fim de semana, Donald Trump anunciou uma tarifa global de 15%, após a anulação de parte de sua política anterior. A T‑Note de 2 anos recuou a 3,42% (‑4 bps), a T‑Note de 10 anos caiu a 4,03% (‑5 bps) e o T‑Bond de 30 anos cedeu a 4,70% (‑2 bps). No Brasil, os juros futuros terminaram próximos da estabilidade, em pregão de baixa liquidez e sem direcionadores claros. O DI jan/27 fechou em 13,25% (+1 bp), o DI jan/29 em 12,60% (-0,5 bp) e o DI jan/31 permaneceu estável em 13,05% (0 bp).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) iniciou a semana com queda de 0,10%, sustentada, sobretudo, por um recuo generalizado nos diferentes segmentos que o compõem. Fundos de Papel, Fundos de Fundos e Multiestratégia registraram queda de 0,11%, 0,45% e 0,22%, respectivamente. Os Fundos de Tijolo, apesar do desempenho positivo dos Ativos Logísticos (+0,06), apresentaram queda de 0,09%, sustentada pelos Fundos de Lajes Corporativas (-0,17%) e Shoppings (-0,20%).

Entre as maiores altas do dia, destacaram se TRBL11 (+3,0%), BROF11 (+2,3%) e RBFM11 (+1,8%). No lado negativo, as principais quedas foram GZIT11 (-5,3%), PVBI11 (-1,6%) e ICRI11 (-1,6%).

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do Balanço de Pagamentos, em que projetamos um déficit de US$ 6,8 bilhões nas transações correntes, e uma entrada líquida de US$ 6,0 bilhões em investimentos.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)