31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil sem divulgações relevantes para o dia

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 07/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil não há previsão de divulgação de indicadores de destaque.  

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,3%). O movimento ocorre após uma sessão de forte alta na terça-feira, quando o Dow Jones avançou cerca de 1,0% e fechou acima dos 49 mil pontos pela primeira vez, enquanto o S&P 500 subiu aproximadamente 0,6% e renovou máximas históricas, e o Nasdaq avançou cerca de 0,7%. O mercado segue reagindo de forma contida aos desdobramentos geopolíticos envolvendo a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, com investidores avaliando que o episódio não traz implicações imediatas para a oferta global de petróleo.

Na Europa, as bolsas operam estáveis nesta quarta-feira (Stoxx 600: 0,0%), em meio a novas tensões geopolíticas após declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de anexação da Groenlândia. O setor de defesa se destaca positivamente, com o índice europeu de aeroespacial e defesa avançando cerca de 0,3%, após o governo dinamarquês anunciar um plano de 88 bilhões de coroas dinamarquesas para rearmar a região. No campo macroeconômico, a inflação da zona do euro ficou em 2,0%, em linha com as expectativas e com a meta do Banco Central Europeu. 

Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: +1,3%; HSI: -0,9%), em um ambiente de maior cautela na Ásia, após dois dias de forte desempenho de ações ligadas ao setor de defesa. O Japão liderou as perdas regionais, com o Nikkei recuando mais de 1%, enquanto a Coreia do Sul avançou moderadamente. Na Austrália, o mercado fechou em leve alta após dados de inflação abaixo do esperado reforçarem sinais de alívio nas pressões de preços. Apesar da retórica geopolítica mais dura envolvendo Venezuela e Groenlândia, o petróleo recua, refletindo a leitura de que não há grande impacto imediato sobre a oferta.

IBOVESPA +1,11% | 163.663 Pontos.  CÂMBIO -1,02% | 5,37/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,1%, aos 163.664 pontos. O movimento positivo foi puxado por ações de grande peso no índice, com destaque para a Vale (VALE3, +3,8%), beneficiada pela alta do minério de ferro (+0,7%).

O principal destaque positivo do dia foi a Hapvida (HAPV3, +8,7%), mesmo após a divulgação de dados da ANS indicando perda de beneficiários. Já entre as maiores quedas do índice, Petrobras (PETR3, -1,9%; PETR4, -1,8%) recuou em meio à queda dos preços do petróleo.

Para o pregão de quarta-feira, o foco do mercado se volta para a divulgação do relatório ADP e do relatório Jolts nos Estados Unidos, ambos referentes ao mês de dezembro.

Renda Fixa

Os juros futuros avançaram levemente nesta terça-feira, acompanhando o movimento externo, mesmo diante do leilão de NTN-B pelo Tesouro, que trouxe menor percepção de risco ao mercado ao conseguir colocar toda a oferta sem pressão adicional. No fechamento: DI jan/27 em 13,735% (+4,0bps); DI jan/28 em 13,020% (+3,0bps); DI jan/29 em 13,015% (+1,0bps); DI jan/31 em 13,345% (+3,0bps). Nos Estados Unidos, as Treasuries subiram levemente em toda a curva, refletindo ajustes técnicos e a expectativa de manutenção da postura conservadora do Fed diante da inflação ainda acima da meta, em dia sem indicadores relevantes. T-note 2y em 3,470% (+1,0bps); T-note 10y em 4,180% (+1,0bps); T-bond 30y em 4,860% (+1,0bps).

IFIX

O IFIX encerrou a terça-feira em alta de 0,15%, renovando a máxima histórica de 3.788,45 pontos pela terceira vez consecutiva e acumulando valorização de 0,35% no ano. O movimento ocorreu em um dia de agenda doméstica sem grandes eventos para FIIs, mas ainda marcado pelas repercussões da operação de captura de Nicolás Maduro na Venezuela, que permaneceu no radar dos investidores. No desempenho setorial, os fundos de tijolo avançaram, em média, 0,13%, enquanto os fundos de papel registraram alta de 0,10%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se XPSF11 (2,9%), TRBL11 (2,3%) e GZIT11 (2,2%). Já entre as principais quedas, figuraram JSCR11 (-2,7%), GRUL11 (-2,0%) e KORE11 (-1,6%).

Economia

Nos Estados Unidos, dados do índice de gerentes de compras (PMI) da S&P Global mostraram crescimento do setor de serviços, porém ao menor ritmo dos últimos 8 meses. No Brasil, dados da balança comercial mostraram superávit de R$ 68,3 bilhões em 2025, abaixo do registrado no ano passado. A alta das importações na esteira do crescimento da demanda doméstica foi apenas parcialmente compensada por um crescimento de exportações puxado pela safra recorde de grãos.

Divulgamos nosso relatório Brasil Macro Mensal. Destacamos a inclusão das projeções para 2027, em que assumimos reformas fiscais parciais. Nesse cenário, projetamos um crescimento econômico mais fraco, de 1,7% em 2026 e 1,2% em 2027, um câmbio ainda pressionado, com previsões de 5,60 BRL/USD no final de 2026 e 5,80 em 2027, e inflação de 4% em ambos os anos. Com isso, avaliamos que o banco central deve começar a flexibilizar os juros em março, com cinco cortes de 50 pontos-base para 12,50%, mas há espaço limitado para novas reduções com reformas fiscais insuficientes.

Na agenda do dia, destaque nos Estados Unidos para os relatórios ADP de empregos no setor privado e as vagas de emprego Jolts, ambos para dezembro. Além disso, será divulgado o PMI de serviços do ISM. Na Zona do Euro, teremos a divulgação do CPI preliminar de dezembro. Não há indicadores previstos no Brasil.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)