ECONOMIA: Confiança Empresarial encerrou o ano com leve alta, informa FGV-IBRE
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(Brasília-DF, 06/01/2026) A FGV-IBRE divulgou na manhã desta terça-feira, 06, o seu Índice de Confiança Empresarial (ICE) que avançou 0,3 ponto em dezembro, para 90,8 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,1 ponto, a segunda alta consecutiva.
“A melhora na confiança empresarial em dezembro compensa a queda do mês anterior e encerra o ano com viés de estabilidade. Apesar do resultado positivo e disseminado, apenas o indicador sobre as expectativas evoluiu, especialmente na indústria de transformação. Em sentido oposto, o indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual caiu pelo terceiro mês seguido e ficou sete pontos abaixo do final do ano anterior, indicando que a desaceleração da atividade segue em curso. Para 2026, a recente redução do pessimismo dos empresários indica um cenário mais favorável, especialmente com a possibilidade de queda de juros e melhora do ambiente macroeconômico”, avalia Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV IBRE.
O Índice da Situação Atual Empresarial (ISAE) recuou 0,1 ponto, registrando 91,8 pontos. O índice caiu em seis dos últimos sete meses, acumulando perdas de 3,9 pontos durante este período. O resultado é 7,0 pontos inferior ao registrado em dezembro de 2024, evidenciando o descontentamento crescente dos empresários com o cenário presente ao longo do ano. Entre seus componentes, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios caiu 0,1 ponto, para 90,7 pontos, enquanto o indicador que mede o nível de demanda no momento presente manteve-se estável em 93,0 pontos.
O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E), por sua vez, avançou 0,7 ponto no mês, a quarta alta consecutiva, alcançando 89,9 pontos. A sequência de altas indica uma recuperação do índice frente às quedas observadas no início do ano, sinalizando redução gradual do pessimismo dos empresários sobre os meses à frente. Entre seus componentes, o indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes avançou 2,6 pontos, para 90,4 pontos, enquanto o indicador que capta as expectativas em relação à evolução dos negócios seis meses à frente recuou 1,3 ponto, para 89,6 pontos.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)