31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Quem ele quer proteger?!

Veja mais números

Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 18/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Mooning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil só se fala da reunião do Copom e seu comunicado. Haverá redução no Selic? Será de 0,50% ou de 0,25?

Veja mais:

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +0,7%), enquanto investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve. Na sessão anterior, os índices subiram, mas perderam força ao longo do dia com a alta do petróleo após novos ataques à infraestrutura energética nos Emirados Árabes Unidos. O consenso espera que o Fed mantenha os juros entre 3,5% e 3,75%, com atenção voltada ao tom de Jerome Powell sobre impactos do petróleo na inflação. No macro, sai também o PPI de fevereiro (consenso: +0,3% m/m), e no corporativo, destaque para o resultado da Micron após o fechamento.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,6%), com investidores também à espera da decisão do Fed e monitorando o conflito no Oriente Médio. No corporativo, a britânica Diploma sobe cerca de 18% após revisar para cima seu guidance de crescimento. Investidores também acompanham dados de inflação da zona do euro e decisões de política monetária de diversos bancos centrais ao longo da semana.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,6%; CSI 300: +0,5%), acompanhando o movimento positivo da região. No restante da Ásia, o destaque foi a Coreia do Sul, onde o Kospi disparou mais de 5%, levando inclusive a uma breve interrupção nas negociações após forte alta dos futuros. No Japão, o Nikkei subiu 2,9%, após dados mostrarem crescimento de 4,2% nas exportações, acima das expectativas.

IBOVESPA +0,30% | 180.409 Pontos.  CÂMBIO -1,19% | 5,20/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,3%, aos 180.409 pontos, dando continuidade ao movimento positivo observado no dia anterior, em linha com os mercados globais (S&P 500: +0,3%; Nasdaq: +0,5%). O desempenho reflete a continuidade de uma melhora no apetite a risco, apesar da continuidade do conflito no Oriente Médio e suas implicações para o preço do petróleo e para a economia global. As petroleiras seguem em alta e dando suporte ao índice, com destaque para Petrobras (PETR4: +1,8%), Prio (PRIO3: + 4,8%) e PetroReconcavo (RECV3: +5,0%).

Entre os destaques, Natura (NATU3, +8,5%) liderou os ganhos após surpreender positivamente nos resultados do 4T25, com destaque para o EBITDA ajustado (clique aqui para acessar mais detalhes). Na ponta negativa, Magazine Luiza (MGLU3, -8,13%) recuou, em movimento de correção após a forte valorização registrada na semana anterior impulsionada pelos resultados do 4T25.

Para o pregão de quarta-feira, todos os olhos se voltam para as decisões de juros do Fed e do Copom. Pela temporada de resultados do 4T25, teremos Brisanet, Grupo Mateus, Hapvida, MBRF, Melnick, Minerva, Mills, PetroReconcavo, Positivo, Unifique e Vivara.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram desempenho misto nesta terça‑feira, em meio à cautela com o cenário externo e fatores domésticos. Nos EUA, as Treasuries recuaram, com o mercado atento aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e à expectativa pela decisão do Fed. A T‑Note de 2 anos encerrou a 3,67% (‑1 bp), a de 10 anos a 4,20% (‑3 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,85% (‑2 bps). No Brasil, apesar de alívio pontual com a atuação do Tesouro pela manhã, a notícia de possível articulação de greve de caminhoneiros elevou a aversão ao risco e pressionou as taxas no fechamento, com o DI jan/27 a 14,14% (+7 bps), jan/29 a 13,61% (+5 bps) e jan/31 a 13,76% (+1 bp).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de terça‑feira em queda de 0,15%, influenciado pelo desempenho dos segmentos que o compõem. Os Fundos de Tijolo recuaram 0,16%, pressionados principalmente por Shoppings (-0,36%), Ativos Logísticos (-0,13%) e Lajes Corporativas (-0,07%). Os Fundos de Recebíveis também tiveram desempenho negativo, com baixa de 0,09%, enquanto os Híbridos caíram 0,22%. Entre os demais segmentos, Multiestratégia recuou 0,08% e os FOFs apresentaram queda mais acentuada, de 0,26%.

Entre as maiores altas do pregão estiveram PCIP11 (+1,3%), ICRI11 (+1,3%) e VINO11 (+1,2%). No campo negativo, os principais destaques foram KIVO11 (-2,4%), GZIT11 (-2,3%) e KORE11 (-1,7%).

 

Economia

O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) provavelmente manterá sua taxa de juros de referência no intervalo entre 3,50% e 3,75%, em meio à incerteza gerada pela guerra no Oriente Médio. A autoridade monetária deve adotar uma postura cautelosa, de “esperar para ver”, com o intuito de avaliar potenciais disrupções no mercado de petróleo e seus impactos sobre a atividade econômica. Os agentes de mercado agora veem como mais provável apenas uma redução de juros até o final do ano, com maior probabilidade para as reuniões do último trimestre.

No Brasil, atenções voltadas para a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). O fluxo de dados e notícias desde a última reunião do Comitê piorou o cenário para a inflação. Os preços do petróleo dispararam em meio à guerra no Oriente Médio, a atividade doméstica voltou a ganhar força, as medidas de núcleo do IPCA subiram e as expectativas inflacionárias parecem se estabilizar acima da meta. No último comunicado pós-decisão, o Copom sinalizou que, em se confirmando o cenário esperado, iniciaria a flexibilização da política monetária na reunião de março. Porém, em nossa avaliação, o cenário previsto não se confirmou. Acreditamos agora que o Copom manterá a taxa Selic em 15,00% nesta reunião. Isto posto, continuamos a prever cortes de juros nos próximos meses, seguidos por uma pausa para avaliação no segundo semestre. Nosso cenário-base assume quatro cortes consecutivos de 0,50 p.p. a partir de abril, levando a taxa Selic para 13,00%.

Além disso, caminhoneiros de diferentes setores defenderam ontem uma paralisação nacional da categoria após a elevação nos preços do diesel. Neste contexto, o Ministério da Fazenda acionou o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), que reúne os secretários econômicos estaduais, para discutir uma redução temporária – até dezembro deste ano – do ICMS sobre o combustível. Uma reunião virtual foi convocada para hoje, mas as chances de definição (que dependem de unanimidade) neste encontro são consideradas baixas. Além da renúncia de receitas, que tendem a gerar um debate sobre medidas de compensação, alguns estados afirmam que não há garantia de que os preços do diesel seriam reduzidos nas bombas.    

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)