China pede a libertação imediata de Nicolas Maduro e de sua esposa
Veja mais
Publicado em
(Brasília-DF, 04/01/2025) Neste domingo, 04, a China através do seu Ministério das Relações Exteriores pediu que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, e o fim das tentativas de desestabilizar o governo da Venezuela. Eles foram capturados ontem ,3, em Caracas e estão sendo mantidos sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York.
Para o governo chinês, que é um dos principais parceiros políticos e econômicos da Venezuela, a ação deflagrada pelos Estados Unidos “violou claramente” o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais, além dos propósitos e princípios estabelecidos pela Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).
No comunicado, a China pede que os Estados Unidos garantam a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa e cessem com a tentativa de derrubar o governo venezuelano. Além disso, afirma o governo chinês, os Estados Unidos precisam garantir que esse problema seja resolvido “por meio do diálogo e da negociação”.
"A China pede aos EUA que garantam a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, que os libertem imediatamente e que cessem as ações para derrubar o governo da Venezuela", disse o ministério chinês em comunicado, classificando o ataque americano como uma "clara violação do direito internacional".
Esta foi a segunda manifestação oficial da China sobre o caso. Ontem ,3, o Ministério das Relações Exteriores da China já havia condenado o uso da força pelos Estados Unidos contra Maduro, dizendo estar “profundamente chocado” com a ação deflagrada ontem.
“A China condena veementemente o uso flagrante da força por parte dos Estados Unidos contra um país soberano e sua ação contra o presidente de outro Estado”, afirmou a chancelaria.
Uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas deve acontecer amanhã (5) para discutir a situação da Venezuela.
Maduro e Flores serão julgados em Nova York sob acusações que incluem "conspiração para o narcoterrorismo".
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)