DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil avaliações sobre o orçamento e sem divulgação de índices neste final da semana
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(Brasília-DF, 02/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”, o primeiro após o feriado, revelando que os mercados globais estão em alta e no Brasil mercado avalia a sanção da LDO, avalia o mercado de trabalho em alta mas não haverá divulgação de índices relevantes nesta sexta-feira.
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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +1,1%), após o S&P 500 encerrar a última sessão de 2025 em queda de 0,7%, mas ainda assim fechar o ano com uma valorização expressiva de 16,4%. O Nasdaq recuou 0,8% no dia, mas avançou 20,4% em 2025, impulsionado pelo tema de inteligência artificial. Apesar da correção recente, que interrompeu o tradicional “Santa Claus rally”, o mercado consolidou uma recuperação relevante após o choque de abril com o anúncio de tarifas amplas por parte do governo Trump, tendo chegado a cair quase 19% desde o pico de fevereiro antes de se recuperar ao longo do ano.
Na Europa, os mercados operam o primeiro pregão de 2026 em alta (Stoxx 600: +0,5%), refletindo o retorno dos investidores após o feriado de Ano Novo e o forte desempenho de 2025, quando o índice acumulou alta próxima de 16%, puxado por bancos, mineração e defesa. Metais preciosos seguem em destaque, com ouro (+1,8%) e prata (+4,5%) mantendo a tendência de valorização observada ao longo do último ano.
Na Ásia, os mercados operam de forma mista. Japão e China continental permanecem fechados por conta dos feriados, enquanto a Coreia do Sul lidera os ganhos. Em Hong Kong, a bolsa fechou o primeiro pregão do ano em alta (HSI: +2,8%), com destaque para ações ligadas a educação e tecnologia.
IBOVESPA +0,40% | 161.125 Pontos. CÂMBIO -1,28% | 5,50/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira (30) em alta de 0,4%, aos 161.125 pontos, no último pregão do ano e em um dia de menor liquidez devido à proximidade do feriado de Ano Novo. Em 2025, o índice apresentou uma alta expressiva de 34%, o melhor desempenho anual desde 2016.
O destaque positivo do dia foram papéis cíclicos, como Natura (NATU3, +3,0%) Pão de Açucar (PCAR3, +3,0%) e C&A (CEAB3, +2,6%), que se beneficiaram do fechamento das pontas longas da curva de juros. Na ponta negativa, Tim (TIMS3, -1,4%) recuou, acumulando uma queda de 12,3% em dezembro.
Para o pregão de sexta-feira, foco para a divulgação do PMI de manufatura de dezembro nos EUA.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram o último pregão do ano, na terça-feira, com movimentos mistos, em sessão de liquidez baixa e marcada por volatilidade. No Brasil, os dados do mercado de trabalho pressionaram a ponta curta: a taxa de desemprego caiu para 5,2%, mínima histórica, e o Caged mostrou criação de 85,8 mil vagas em novembro, acima das projeções. Esses números reforçam a leitura de atividade resiliente e reduziram as apostas de corte da Selic em janeiro, embora a pressão tenha diminuído após a divulgação da ata do Fed e a queda do dólar, que recuou. DI jan/27 fechou em 13,795% (+1,3bps); DI jan/28 em 13,165% (+1,5bps); DI jan/29 em 13,180% (-2,0bps); DI jan/31 em 13,445% (-6,0bps). Nos Estados Unidos, os rendimentos das Treasuries oscilaram sem direção única após a ata do Fomc indicar disposição para cortes condicionados à inflação, mas com divergências internas. T-note 2y em 3,450% (0,0bps); T-note 10y em 4,140% (+2,0bps); T-bond 30y em 4,810% (+1,0bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o último pregão do ano, terça-feira, com leve alta de 0,08%, acumulando ganhos de 3,14% em dezembro e 21,15% em 2025. Os fundos de papel avançaram 0,26%, enquanto os fundos de tijolo registraram alta marginal de 0,05%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se PMIS11 (+7,4%), SPXS11 (+4,7%) e HSAF11 (+3,1%). Já as principais quedas foram KNRI11 (-3,2%), HGRE11 (-1,7%) e VISC11 (-1,3%).
Economia
As tarifas contra a importação de carne anunciadas pela China começaram a valer ontem, estabelecendo cotas anuais para compras de fornecedores estrangeiros, incluindo o Brasil — maior exportador para o país asiático. Dentro dessas cotas, as importações serão sujeitas a uma tarifa de 12%, enquanto os volumes que excederem o limite terão uma tarifa adicional de 55%. Em 2026, o Brasil terá a maior cota, de 1,1 milhão de toneladas, um pouco abaixo das 1,52 milhão de toneladas exportadas até novembro de 2025.
No Brasil, o mercado de trabalho continua aquecido. O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostrou criação líquida de 85,9 mil empregos formais em novembro, acima das expectativas (XP: 65,0 mil; Mercado: 76,6 mil). Descontados os efeitos sazonais, houve geração de 95 mil ocupações com carteira assinada na média móvel de três meses. Na mesma linha, a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) apresentou queda adicional na taxa de desemprego, de 5,4% no trimestre móvel até outubro para 5,2% no trimestre móvel até novembro (XP e Mercado: 5,4%). Com base em nossas estimativas mensais e dessazonalizadas, o indicador recuou de 5,5% para 5,1%, renovando a mínima histórica. Além disso, os rendimentos do trabalho permaneceram em trajetória de alta.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)