REAÇÃO: Após Lula fala que autorizou aplicação de reciprocidade após tarifaço, mas que não tem pressa, FPA defende que haja sensatez da parte do Governo do Brasil
A avaliação prematura de contramedidas neste momento pode enviar sinalizações equivocadas e comprometer a própria estratégia de negociação internacional do Brasil.
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(Brasília-DF, 29/08/2025). Nesta sexta-feira, 29, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar, em Minas Gerais, que é necessário dar início das tratativas oficiais para aplicar retaliações ao tarifaço do Estados Unidos no Brasil, mas que não tinha pressa, a Frente Parlamentar da Agricultura divulgou nota afirmando que o Brasil deve ter firmeza mas deve ter sensatez.
A FPA diz que “a avaliação prematura de contramedidas neste momento pode enviar sinalizações equivocadas e comprometer a própria estratégia de negociação internacional do Brasil.”.
Veja a nota oficial:
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) acompanha com atenção o avanço das discussões em torno da Lei nº 15.122/2025 (Lei de Reciprocidade Comercial), que estabelece mecanismos de equilíbrio nas relações comerciais do Brasil com parceiros internacionais.
Diante das incertezas geradas pela política tarifária recente dos Estados Unidos — incluindo a adoção de tarifas elevadas sobre produtos brasileiros —, a FPA defende cautela na aplicação imediata da Lei de Reciprocidade, priorizando critérios técnicos e comerciais.
Começa no dia 3 de setembro próximo, em Washington (EUA), a etapa de defesa oral de diversas entidades e representantes do setor produtivo brasileiro no processo formal conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Trata-se de uma agenda estratégica para apresentar argumentos técnicos em defesa dos produtos brasileiros e buscar a reversão ou mitigação das barreiras comerciais impostas ao país.
A avaliação prematura de contramedidas neste momento pode enviar sinalizações equivocadas e comprometer a própria estratégia de negociação internacional do Brasil.
A Frente reconhece o valor da Lei como instrumento legítimo de defesa econômica, mas reforça que sua utilização precisa respeitar o devido processo e o momento estratégico. O Decreto nº 12.551/2025, que regulamenta a aplicação da norma, prevê instâncias técnicas como a Camex (Câmara de Comércio Exterior), que devem ser ouvidas e respeitadas antes de qualquer deliberação.
A FPA defende que o Brasil atue com firmeza, mas também com sensatez. O setor produtivo precisa de previsibilidade, estabilidade regulatória e responsabilidade institucional — especialmente em tempos de elevada volatilidade comercial no cenário global.
Frente Parlamentar da Agropecuária
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)