31 de julho de 2025
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GAZA E EUROPEUS: Reino Unido, França e Canadá anunciam, em nota, que irão tomar medidas contra Israel face as condições em Gaza são "intoleráveis"

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Situação em Gaza é "insuportável" dizem líderes do Reino Unidos, Canadá e França

( Publicada originalmente às. 11h 31 do dia 20/05/2025) 

(Brasília-DF, 21/05/2025). Grã-Bretanha, França e Canadá emitiram uma declaração conjunta atacando a expansão da ação militar de Israel na Faixa de Gaza.

Os líderes dos três países — Keir Starmer, Emmanuel Macron e Mark Carney — pedem ao governo israelense que "interrompa suas operações militares" e "permita imediatamente a entrada de ajuda humanitária em Gaza".

As condições em Gaza são "intoleráveis", afirmaram os aliados, que apelaram ao líder israelita para "permitir imediatamente a entrada de ajuda humanitária em Gaza".

Desde 2 de março que não é permitida a entrada de ajuda em Gaza - uma situação condenada por grupos de ajuda, incluindo as Nações Unidas.

O Reino Unido suspendeu negociações sobre um novo acordo de livre comércio com Israel nesta segunda-feira ,19.

O secretário de Relações Exteriores, David Lammy, anunciou a suspensão das negociações com o governo israelense e informou que a embaixadora de Israel em Londres, Tzipi Hotovely, foi convocada ao Ministério das Relações Exteriores.

"Também vamos reavaliar a cooperação bilateral no âmbito da Rota 2030", disse Lammy. "As ações do governo Netanyahu tornaram isso necessário."

O secretário afirmou que a guerra em Gaza está prejudicando a relação do Reino Unido com Israel e anunciou a imposição de sanções a três indivíduos e quatro entidades ligados ao movimento de colonos israelenses.

A França e o Canadá alertaram Israel que tomarão "ações concretas" se o país continuar com a expansão das suas operações militares em Gaza.

Os líderes dos três países — Keir Starmer, Emmanuel Macron e Mark Carney — pedem ao governo israelense que "interrompa suas operações militares" e "permita imediatamente a entrada de ajuda humanitária em Gaza".

O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, disse que o número de caminhões de ajuda que foram autorizados a entrar em Gaza são apenas uma "gota no oceano do que é urgentemente necessário".

Fletcher afirma que 14 mil bebês morrerão em Gaza nas próximas 48 horas se os suprimentos de ajuda não chegarem.

Ele disse que cinco caminhões de ajuda cruzaram a Faixa de Gaza na segunda-feira, após Israel encerrar um bloqueio de 11 semanas, mas ainda não chegaram às comunidades.

Fletcher afirma que espera enviar 100 caminhões para Gaza hoje, acrescentando que "precisamos inundar a Faixa de Gaza com ajuda humanitária".

Starmer, Macron e Carney também pediram que o Hamas liberte imediatamente os reféns restantes feitos no "hediondo ataque" ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023.

A guerra de Gaza foi desencadeada pelo ataque liderado pelo Hamas, que deixou um saldo de cerca de 1,2 mil mortos e 251 reféns.Cerca de 58 reféns permanecem em Gaza, dos quais acredita-se que até 23 estejam vivos.

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, diz que mais de 53 mil palestinos foram mortos durante a campanha militar de Israel.

A declaração do Reino Unido, França e Canadá reiterou o apoio a um cessar-fogo, bem como à implementação de uma "solução de dois Estados", que propõe um Estado palestino independente que existiria ao lado de Israel.

Netanyahu rebateu a sugestão: "Ao pedir a Israel que encerre uma guerra defensiva pela nossa sobrevivência antes que os terroristas do Hamas em nossa fronteira sejam destruídos e ao exigir um Estado palestino, os líderes em Londres, Ottawa e Paris estão oferecendo um prêmio enorme pelo ataque genocida contra Israel em 7 de outubro, ao mesmo tempo em que convidam mais atrocidades semelhantes."

Ele também pediu que "todos os líderes europeus" sigam a "visão" do presidente dos EUA, Donald Trump, para acabar com o conflito.

 

( da redação com Eiro News, AP e BBC. Edição: Política Real)