Correios informa que teve prejuízo de R$ 8,5 bi em 2025; estatal explica como anda o Plano de Reestruturação
A estatal informa que obteve redução de 32% nos custos variáveis com empregados em comparação a 2024.
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(Brasília-DF, 23/4/2026) Nesta quinta-feira, 23, em meio a momento de prejuízos seguidos, os Correios (ECT) divulgaram os resultados das Demonstrações Contábeis referentes ao exercício de 2025.
O balanço reflete um cenário de passivos históricos e de medidas estruturantes para garantir a sustentabilidade da estatal no longo prazo.
A estatal informa que, em linha com as recomendações dos órgãos de controle, promoveu a reapresentação de valores relacionados a provisões judiciais trabalhistas, especificamente sobre o Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta Externa (AADC) e o Adicional de Periculosidade (AP).
No exercício de 2025, os Correios registraram resultado negativo de R$ 8,4 bilhões. Esse número é influenciado, majoritariamente, pelo provisionamento responsável de obrigações judiciais e pelo aumento de custos operacionais. O patrimônio líquido encerrou o período em R$ 13,1 bilhões negativos.
Avanços do Plano de Reestruturação
A estatal informa que obteve redução de 32% nos custos variáveis com empregados em comparação a 2024. Esse indicador indica que a empresa está operando com maior produtividade e melhor gestão de recursos.
O resultado de 2025 foi impactado por decisões que objetivaram garantir a sustentabilidade futura dos Correios, passando pelo saneamento de dívidas, com o reconhecimento de R$ 2,63 bilhões em precatórios e contingências judiciais acumuladas de gestões anteriores. Somado a isso, houve o investimento no Programa de Desligamento Voluntário (PDV), que contou com 3.748 adesões e vai gerar economia recorrente na folha de pagamento, além da manutenção de uma estratégia de caixa que permitiu encerrar o período com R$ 2,17 bilhões em caixa e equivalentes, assegurando o pagamento de contratos e a continuidade dos investimentos previstos.
Paralelamente ao rigor fiscal, os indicadores de produtividade comprovam que a reestruturação já se traduz em benefícios diretos ao cidadão: em 2025, os Correios alcançaram melhora significativa na qualidade operacional, com os índices de entrega dentro do prazo, superando as metas institucionais.
O volume de encomendas em atraso caiu 43%, mostrando que as entregas estão voltando ao ritmo certo em todo o país. A experiência do cliente também melhorou: o NPS, Net Promoter Score, indicador de satisfação e recomendação da marca, subiu 23,9 pontos desde janeiro.
Esse salto de eficiência é resultado direto da modernização da infraestrutura logística e da otimização das escalas de trabalho, que permitiram à estatal processar volumes crescentes de encomendas com maior agilidade e precisão, reafirmando a confiabilidade da empresa como o principal braço logístico do país.
Para os próximos ciclos, o Plano de Reestruturação foca na consolidação da sustentabilidade financeira por meio da diversificação de receitas, com ênfase na expansão de serviços digitais e financeiros, e na continuidade da alienação de ativos imobiliários subutilizados para maximizar o caixa.
A estatal anuncia que intensificará a modernização tecnológica de sua malha logística e a capacitação da força de trabalho remanescente, visando não apenas ao equilíbrio das contas em 2026 e 2027, mas à transformação definitiva dos Correios em uma plataforma de serviços moderna, ágil e integrada à economia digital, a serviço do país.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)