Robert Prevost, norte-americano de 69 anos, é o novo chefe da Igreja Católica e adotou o nome de Leão XIV
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( Publicada originalmente às 14 h 28 do dia 08/05/2025)
Com agências.
(Brasília-DF, 09/05/2025). Annuntio vobis gaudium magnum; Habemus Papam! "Anuncio-vos uma grande alegria; temos um Papa!".
Há poucos instantes, da Sacada Central da Basílica de São Pedro, o cardeal protodiácono Dominique Mamberti pronunciou a tão aguardada fórmula em latim, comunicando a Roma e ao mundo o nome do novo Sucessor de Pedro:
“Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, Dominum Robertum Franciscum, Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinale Prevost, qui sibi nomen imposuit Leão XIV.
Traduzindo para o português: "O eminentíssimo e reverendíssimo senhor, senhor Robert Prevost, cardeal da Santa Igreja Romana PREVOST, que se impôs o nome de Leão XIV.
O nome do cardeal Robert Francis Prevost não foi uma total surpresa, destacando-se pela experiência internacional e proximidade com o Papa Francisco.
Robert Francisco Prevost de 69 anos, foi o escolhido para chefiar a Igreja Católica.
O fumo branco vindo da chaminé da Capela Sistina chegou pouco depois das 17:00, hora de Lisboa.
As atenções focaram-se de imediato na varanda da Basílica de São Pedro. Foi lá que o cardeal irá anunciar a decisão tomada pelo Colégio de Cardeais.
O novo chefe da Igreja Católica então saiu à varanda central da Basílica de São Pedro e saudou os milhares de fiéis presentes.
Prevost desbancou uma lista de favoritos, como o filipino Luis Antonio Tagle, apelidado de "Francisco asiático" por seu foco na justiça social, e o italiano Pietro Parolin, secretário de Estado de Francisco.
Ele assume o desafio de dar continuidade aos 12 anos de pontificado de Francisco, marcado por uma postura de maior abertura da Igreja Católica.
Maior e mais diverso conclave
O novo papa foi eleito após pouco mais de 24 horas de deliberação pelo maior e mais diverso grupo de cardeais a compor um conclave em 2 mil anos de Igreja Católica.
Neste ano, um recorde de 133 clérigos de 71 países participaram da escolha do novo pontífice. Mais de 80% deles foram nomeados pelo seu antecessor, o papa Francisco, que ampliou o número de cardeais para regiões antes sub-representadas.
Os cardeais estavam enclausurados para escolher o sucessor do papa Francisco desde a tarde de quarta-feira. A fumaça preta chegou a ser liberada duas vezes indicando que, ao menos até a terceira rodada de votação, nenhum clérigo havia recebido dois terços dos votos. O novo papa conquistou ao menos 89 votos para ser eleito.
O tempo para a escolha do novo chefe da Igreja Católica foi similar à eleição de Bento 16, em 2005, e de Francisco, em 2013, que foram concluídas, respectivamente, em quatro e cinco rodadas de votação.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)