CRISE NA VENEZUELA: Itamaraty informa, em nota, que venezuelanos que estavam na Embaixada da Argentina, mas sob cuidados do Brasil não estão mais na embaixada
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( Publicada originalmente às 16 h 36 do dia 07/05/2025)
(Brasília-DF, 08/05/2025) O Governo do Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, informa que nota que os venezuelanos que estavam sob cuidados da representação do Brasil, mas hospedados na Embaixada da Argentina na Venezuela não estão mais no local.
O Itamaraty, em nota, só informa que tomou conhecimento do desaparecimento dos venezuelanos que estavam na Embaixada da Argentina. Desde o ano passado toda a representação da Argentina foi expulsa da Venezuela por determinação do presiente Nicolas Maduro pelo fato do presidente Javier Milei não ter reconhecido a reeleição de Maduro e ter afirmado que se instalava uma ditadura naquele pais.
Veja a íntegra da nota do Itamaraty:
“O. governo brasileiro tomou conhecimento, na noite de ontem, da saída dos venezuelanos que se encontravam asilados na residência da embaixada da Argentina em Caracas, desde março do ano passado.
O Brasil vinha respondendo, desde agosto passado, pela representação de interesses da Argentina na Venezuela e pela proteção da integridade física dos asilados. Realizou também gestões cotidianas junto ao governo venezuelano para que as necessidades básicas dos asilados fossem atendidas.
Com base em considerações humanitárias, e em acordos internacionais na matéria, como a Convenção sobre Asilo Diplomático de 1954, o Brasil trabalhou pelos canais diplomáticos no sentido de solucionar a situação na residência.
Desde abril do ano passado, ainda antes da assunção das responsabilidades de representação dos interesses da Argentina, o Brasil gestionou inúmeras vezes, no mais alto nível, para que fossem concedidos os salvo-condutos necessários e ofereceu transportar os asilados por via aérea, de modo a solucionar diplomaticamente a crise.
As reiteradas gestões não foram atendidas, o que prolongou a difícil situação humanitária na residência da embaixada argentina em Caracas, que se encontrava cercada por forças de segurança. O anúncio da saída põe fim a esse episódio e ao drama vivido pelos asilados durante mais de 400 dias.”
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)