31 de julho de 2025
Brasil e Economia

ECONOMIA: Setor industrial avançou na produção em 1,2% em março de 2025, informa IBGE

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( Publicada originalmente às 12h 02 do dia 07/05/2025) 

(Brasília-DF, 08/05/2025) Na manhã desta quarta-feira, 07, o IBGE divulgou a sua Pesquisa Mensal da Indústria (PIM-Brasil), referente a março apontando que  a produção industrial nacional cresceu 1,2% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal.

Em relação a março de 2024, na série sem ajuste, houve crescimento de 3,1%, décima taxa positiva consecutiva e a mais intensa desde outubro de 2024 (6,0%). O acumulado no ano foi a 1,9% e o dos últimos 12 meses chegou a 3,1%.

Três das quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram expansão na produção, de fevereiro para março de 2025. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,4%), indústrias extrativas (2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%), com a primeira interrompendo dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou perda de 2,0%; a segunda acumulando expansão de 5,9% em dois meses consecutivos de crescimento; e as duas últimas voltando a crescer após recuarem no mês anterior: -13,4% e -1,2%, respectivamente.

Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,1%), de móveis (5,6%), de máquinas e equipamentos (1,7%), de produtos diversos (5,0%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (3,0%).

Por outro lado, entre as nove atividades que apontaram queda na produção, produtos químicos (-2,1%) e produtos alimentícios (-0,7%) exerceram os principais impactos na média da indústria, com a primeira eliminando o avanço de 2,0% registrado no mês anterior; e a segunda voltando a recuar após acumular expansão de 3,7% no período dezembro de 2024-fevereiro de 2025. Outras influências negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de impressão e reprodução de gravações (-9,2%) e de metalurgia (-1,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis (3,8%) e bens de consumo semi e não duráveis (2,4%) mostraram os resultados positivos mais acentuados em março de 2025 e eliminaram as quedas registradas no mês anterior: -2,8% e -0,8%, respectivamente. O setor produtor de bens intermediários (0,3%) também assinalou crescimento nesse mês e marcou o segundo mês seguido de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 1,4%.

Por outro lado, o segmento de bens de capital, ao recuar 0,7%, mostrou a única taxa negativa em março de 2025 e eliminou parte do avanço de 3,3% acumulado nos dois primeiros meses do ano.

Média móvel trimestral varia 0,4% no trimestre encerrado em março

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,4% no trimestre encerrado em março de 2025 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória predominantemente descendente iniciada em novembro de 2024.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (1,7%), bens de consumo semi e não duráveis (1,6%) e bens de capital (0,8%) assinalaram as taxas positivas em março de 2025, com a primeira eliminando o recuo de 0,6% registrado no mês anterior; a segunda intensificando o avanço de 0,2% assinalado em fevereiro de 2025, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em agosto de 2024; e a última permanecendo com o comportamento predominantemente positivo em 2025 e acumulando ganho de 0,9%.

Por outro lado, o segmento de bens intermediários (-0,1%) apontou o único resultado negativo em março de 2025 e eliminou a variação positiva de 0,1% registrada no mês anterior.

Acumulado no primeiro trimestre de 2025 cresce 1,9%

No índice acumulado para janeiro-março de 2025, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 1,9%, com resultados positivos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 25 ramos, 53 dos 80 grupos e 57,2% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (8,6%), máquinas e equipamentos (12,0%) e produtos químicos (5,2%), impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens automóveis, autopeças, veículos para o transporte de mercadoria e caminhões, na primeira; aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), árvores de natal molhadas para oleodutos (pipe-lines), aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, ferramentas hidráulicas de uso manual e tratores agrícolas, na segunda; e herbicidas para plantas, fungicidas e inseticidas (ambos para uso na agricultura) e fertilizantes químicos das fórmulas NPK, na terceira.

Outras contribuições positivas importantes foram assinaladas pelos ramos de metalurgia (4,7%), de produtos têxteis (13,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,7%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,9%), de produtos de metal (4,2%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (8,1%), de produtos alimentícios (0,8%) e de móveis (8,0%).

Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-março de 2024, entre as oito atividades que apontaram redução na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,5%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção de óleo diesel. Vale destacar também os impactos negativos registrados pelos setores de indústrias extrativas (-1,0%), de bebidas (-3,8%) e de celulose, papel e produtos de papel (-2,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os três primeiros meses de 2025 mostrou maior dinamismo para bens de consumo duráveis (11,6%) e bens de capital (5,2%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção de automóveis (8,7%) e eletrodomésticos (14,2%), na primeira; e de bens de capital para fins industriais (8,7%), para equipamentos de transporte (4,9%) e agrícolas (12,8%), na segunda. Os setores produtores de bens intermediários (1,3%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) também assinalaram taxas positivas no índice acumulado do primeiro trimestre de 2025, mas apontaram avanços menos elevados do que o verificado na média da indústria (1,9%).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)