31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Itamaraty informa detalhes da viagem de Lula à Rússia e a China

Veja mais

Publicado em
Itamaraty anuncia agenda de Lula na Rússia e China

( Publicada originalmente às 16h 12 do dia 06/05/2025) 

(Brasília-DF, 07/05/2025). O Itamaraty informou nesta terça-feira, 6, como deverá ser a agenda da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Rússia e a China nesta semana.

Lula estará de 8 a 10 de maio em Moscou (Rússia), por conta das comemorações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, e  depois irá a Pequim, (China), entre 12 e 13 de maio, por ocasião da visita de Estado e do IV Fórum China-Celac.

Rússia

A quarta viagem de Lula à Rússia marcará os 80 anos do Dia da Vitória, data da assinatura do documento que formalizou o fim das operações militares, navais e aéreas alemãs, em favor dos aliados na Segunda Guerra. Na ocasião, está prevista uma reunião com o presidente Vladimir Putin e assinatura de atos na área de Ciência e Tecnologia.

"O Brasil é um país que busca paz, que tem um diálogo com a Rússia em vários assuntos. Tem uma relação comercial importante com a Rússia de produtos do agronegócio, e queremos equilibrar nossa balança comercial", destacou o embaixador Eduardo Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, em conversa com jornalistas na manhã desta terça-feira, 6 de maio, no Palácio Itamaraty.

Balança comercial

De janeiro a março de 2025, o intercâmbio comercial entre Brasil e Rússia foi de US$ 12,4 bilhões. No período, o Brasil exportou US$ 1,45 bilhão e importou US$ 10,9 bilhões, o que fez com que a Rússia se tornasse o quinto país de quem o Brasil mais importa produtos. Entre os principais produtos exportados pelo Brasil encontram-se soja, carne bovina, café não torrado, carne de aves e suas miudezas, e tabaco. O Brasil, por sua vez, importa da Rússia principalmente óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) e adubos e fertilizantes químicos.

China

Em seguida, o presidente Lula viaja até Pequim, na China, para sua quarta visita oficial de Estado ao país.

A previsão é que ocorra assinatura de atos nas áreas de agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, energia, mineração, finanças, ciência e tecnologia, comunicações, desenvolvimento sustentável, turismo, esportes, saúde, educação e cultura.

"A magnitude da relação com a China é conhecida. Do ponto de vista comercial, as nossas exportações para a China são superiores às nossas vendas para os Estados Unidos e para a União Europeia. O Brasil é o sétimo principal fornecedor da China. Então é um momento de explorar novas vertentes de cooperação", disse Saboia.

Segundo o embaixador, há uma força-tarefa que trabalha a sinergia entre as estratégias de desenvolvimento do Brasil e as da China. Há 16 protocolos e anúncios já definidos e outros 32 em negociação. "Isso certamente está na agenda dessa visita, assim como a visão convergente dos dois países em matéria de defesa do multilateralismo, defesa da reforma da governança global e apoio às funções pacíficas", pontuou.

Fórum

Na última década, o Fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) se consolidou como um mecanismo importante para aumentar a confiança mútua política entre os países, alinhar estratégias de desenvolvimento e promover a conectividade entre a China e os países da América Latina e Caribe. Com a crescente relevância da China no cenário global e o interesse dos países da CELAC em diversificar suas parcerias, o Fórum se consolida como uma ponte estratégica para fortalecer a integração e o progresso mútuo.

"Preciso ressaltar a importância da CELAC para o Brasil e a importância que o presidente Lula atribui à integração regional, tanto que o primeiro ato internacional de seu governo foi exatamente participar da Cúpula em Buenos Aires, em 2023, e retornar à CELAC, da qual havíamos saído em 2019. Então é o momento de dialogar com grandes potências, países e grupos que a CELAC mantém, sem esquecer que a CELAC é o único organismo de integração que reúne os 33 países em desenvolvimento da América Latina e do Caribe", destacou a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty.

Segundo Gisela, estão sendo formulados uma declaração conjunta e o Plano de Ação para o Triênio 2025-2027. "São vários temas de interesse do Brasil, como economia digital, conectividade, gestão de riscos de desastres, mas também comércio e investimento, saúde, segurança alimentar e nutricional, ciência e tecnologia e transição energética. Então é um fórum ao qual o Brasil atribui enorme importância", registrou.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)