Felipe Salto, da Warren Investimentos, ex-IFI, divulga estimativas de cenários fiscais de 2025 e 2026
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( Publicada originalmente às 09h 00 do dia 24/04/2025)
(Brasília-DF, 25/04/2025) Ontem,23, dia seguinte a divulgação do relatório Focus, o economista chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, divulgou estimativas sobre os cenários fiscais no intervalo 2025-2034.
Ele estima que o “o déficit do Governo Central será de 0,59% do PIB, ou R$ 75,1 bilhões, em 2025, o que possibilitará o cumprimento da meta fiscal do ano, desconsiderando-se os precatórios excedentes de R$ 44,1 bilhões e levando-se em conta o intervalo inferior da meta de déficit de R$ 31 bilhões.”
Ele faz uma estimativa sobre despesas.
“O corte de despesa requerido para possibilitar o cumprimento da meta fiscal de 2025 é de R$ 35,4 bilhões, algo viável, por meio de bloqueio e/ou contingenciamento.”, diz.
Ele comenta a proposta de LDO apresentada pelo Governo.
“O PLDO 2026 apresenta receita bastante superestimada, a exemplo da LOA 2025, e consequente superávit primário irrealista de 0,28% do PIB.
O déficit do Governo Central será de 0,8% do PIB, ou R$ 109,1 bilhões, em 2026, com receita líquida e despesa primária de 18,1% e 18,9% do PIB, respectivamente.
Com o déficit de R$ 109,1 bilhões projetado para o próximo ano, não será possível cumprir a meta fiscal definida pelo PLDO 2026 de R$ 34,3 bilhões superavitários, mesmo que se leve em conta o intervalo inferior da meta fiscal e se excluam do cômputo os R$ 55,1 bilhões em precatórios excedentes.”, disse.
Ele faz uma estimativa sobre o cumprimento da meta fiscal de 2026.
“O cumprimento da meta fiscal de 2026 exigiria corte de R$ 81,1 bilhões, quando consideradas as discricionárias de R$ 208,3 bilhões do PLDO 2026, ou de R$ 54 bilhões em relação às discricionárias por nós projetadas de R$ 181,2 bilhões.”, disse.
Para evitar o descumprimento da meta fiscal de 2026, a mesma terá que ser alterada em R$ 54 bilhões, o que, somados aos precatórios excedentes de R$ 55,1 bilhões, levará o déficit para os R$ 109,1 bilhões que projetamos.
A persistência do déficit pelo menos até 2026, seguida de sua redução gradual, manterá a trajetória de aumento da dívida pública, que chegará a 83,5% do PIB, em 2026, ultrapassará os 90% em 2029, e esboçará estabilização próxima os 95% nos anos iniciais da próxima década.”, disse.
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( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)