Setor industrial recuou -0,01% em fevereiro; desde setembro setor industrial não cresce, informa IBGE
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( Piblicada originalmente às 10h 00 do dia 02/04/205)
(Brasília-DF, 03/04/2025) Na manhã desta quarta-feira, 2, o IBGE divulgou a suas pesquisa PIM Brasil, que avalia a produção industrial em m fevereiro de 2025 que recuou variou -0,1% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal. Em relação a fevereiro de 2024, na série sem ajuste, houve crescimento de 1,5%, nona taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano foi a 1,4% e o dos últimos 12 meses chegou a 2,6%. O setor não cresce desde setembro de 2024. Em janeiro, houve uma estabilização.
Duas das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram redução na produção, de janeiro para fevereiro de 2025. Entre as atividades, a influência negativa mais importante foi assinalada pelo setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%), que interrompeu dois meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 7,1%.
Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de máquinas e equipamentos (-2,7%), de produtos de madeira (-8,6%), de produtos diversos (-5,9%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%) e de móveis (-2,1%).
Por outro lado, entre as onze atividades que apontaram avanço na produção, indústrias extrativas (2,7%) e produtos alimentícios (1,7%) exerceram os principais impactos em fevereiro de 2025, com a primeira eliminando a queda de 2,5% verificada em janeiro último; e a segunda marcando o terceiro mês seguido de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 4,0%.
Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de produtos químicos (2,1%), de celulose, papel e produtos de papel (1,8%), de produtos de borracha e de material plástico (1,2%) e de outros equipamentos de transporte (2,2%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda frente a janeiro de 2025, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis (-3,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) mostraram os resultados negativos em fevereiro de 2025 e eliminaram parte do crescimento registrado no mês anterior: 3,8% e 3,2%, respectivamente.
Por outro lado, os setores produtores de bens de capital (0,8%) e de bens intermediários (0,8%) apontaram os avanços nesse mês, com o primeiro marcando o segundo mês seguido de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 3,2%; e o último eliminando parte da queda de 1,6% verificada no mês anterior.
Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para a indústria teve variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em fevereiro de 2025 frente ao nível do mês anterior, após também registrar perdas em janeiro de 2025 (-0,4%) e em dezembro de 2024 (-0,4%). Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-0,8%) e bens intermediários (-0,1%) assinalaram as taxas negativas em fevereiro de 2025.
O setor produtor de bens de capital mostrou variação nula (0,0%) nesse mês, após registrar 0,1% em janeiro de 2025. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) apontou o único resultado positivo em fevereiro de 2025 e interrompeu cinco meses consecutivos de queda, período em que acumulou ganho de 4,3%.
Acumulado no primeiro bimestre de 2025 cresce 1,4%
O índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, foi a 1,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 50 dos 80 grupos e 57,5% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,0%) e máquinas e equipamentos (12,5%), impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens automóveis, autopeças, veículos para o transporte de mercadorias, caminhão-trator para reboques e semirreboques, reboques e semirreboques e caminhões, na primeira; e aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), árvores de natal molhadas para oleodutos (pipe-lines), máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, bombas centrífugas, motoniveladores e tratores agrícolas, na segunda.
Outras contribuições positivas importantes vieram de produtos químicos (3,7%), de metalurgia (4,3%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,2%), de produtos têxteis (14,4%), de produtos de metal (6,0%), de produtos de borracha e de material plástico (3,8%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,1%), de móveis (10,1%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,6%) e de produtos diversos (8,7%).
Entre as grandes categorias econômicas, os resultados para os dois primeiros meses de 2025 mostraram maior dinamismo para bens de consumo duráveis (16,8%) e bens de capital (8,0%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção de automóveis (16,3%) e eletrodomésticos (16,5%), na primeira; e de bens de capital para fins industriais (11,3%), para equipamentos de transporte (4,9%) e agrícolas (10,4%), na segunda. O setor produtor de bens intermediários (0,1%) também assinalou taxa positiva no índice acumulado do primeiro bimestre de 2025, mas apontou avanço menos elevado do que o verificado na média da indústria (1,4%). O segmento de bens de consumo semi e não duráveis, ao registrar variação nula (0,0%) no índice acumulado para o período janeiro-fevereiro de 2025, foi a única categoria econômica que não mostrou taxa positiva, repetindo, assim, o patamar de produção do mesmo período do ano anterior.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)