31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil divulgação do IPCA-15 de abril pelo IBGE.

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Por Politica Real com agências
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Mercados em queda Foto: Imagem de arquivo

(Brasília-DF, 28/04/2026)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP  Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil hoje, é dia de divulgação do IPCA-15 de abril pelo IBGE.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500 -0,2%; Nasdaq -0,6%). O pano de fundo é um mercado que segue resiliente, mas com sinais de fadiga diante de dois vetores principais: (i) incerteza geopolítica e (ii) concentração de risco em earnings. As negociações entre EUA e Irã seguem travadas, apesar de uma possível proposta envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz. Alphabet, Amazon, Meta Platforms e Microsoft reportam resultados na quarta, seguidas por Apple na quinta, além da decisão do Federal Reserve, possivelmente a última sob liderança de Jerome Powell.

Na Europa, as bolsas operam estáveis (Stoxx 600: 0,0%), com destaque para energia (+1,6%) acompanhando o Brent. Bancos também avançam (+1,2%), enquanto químicos recuam (-1,1%). No corporativo, BP (+3,7%) se destaca com resultados fortes, enquanto Novartis (-2,2%) decepciona em lucro. Barclays também recua levemente após impacto de crédito.

Na China, os mercados fecharam em leve queda (HSI: -1,0%; CSI 300: -0,3%), enquanto o restante da Ásia foi misto. O Nikkei 225 recuou 1,0% após máximas históricas recentes, sinalizando realização de lucros, enquanto o Kospi (+0,4%) destoou positivamente. No pano de fundo, a política monetária segue acomodada (BoJ manteve juros) e a inflação sofreu revisão altista, refletindo o choque energético vindo do Oriente Médio.

IBOVESPA -0,61% | 189.578 Pontos.  CÂMBIO -0,76% | 4,96/USD

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,6%, aos 189.579 pontos, acumulando a quarta baixa consecutiva. O movimento refletiu a combinação da persistência nas tensões entre EUA e Irã e a alta das expectativas de inflação no Brasil, causada pelo choque do petróleo.

Usiminas (USIM5, +7,0%) liderou os ganhos, repercutindo a divulgação dos resultados do 1T26. Cury (CURY3, -7,8%) foi a principal queda, pressionada pela abertura da curva de juros.

Na agenda de hoje, o destaque doméstico fica para a divulgação do IPCA-15 de abril, além dos resultados de Hypera e Vale. No exterior, o foco recai sobre os resultados de Coca-Cola, T-Mobile e Visa.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram alta nesta segunda-feira, em meio à persistência das tensões entre EUA, Israel e Irã, à alta do petróleo e à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,80% (+2 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,34% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,94% (+3 bps). No Brasil, a curva de DIs apresentou maior pressão na ponta intermediária e longa, refletindo o aumento da aversão ao risco e a piora das expectativas para o IPCA-15, com o DI jan/27 fechando em 14,14% (+4 bps), o DI jan/29 em 13,62% (+15 bps) e o DI jan/31 em 13,64% (+14 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,27%, acompanhando o tom de cautela que predominou nos mercados domésticos, com investidores atentos as expectativas inflacionárias e à decisão do Copom prevista para quarta-feira (29), em meio às incertezas no cenário externo. Entre os segmentos, o recuo foi generalizado. Os Fundos de Recebíveis encerraram com queda de 0,14%. Os FIIs de Tijolo recuaram 0,32%: Shoppings foram o subsegmento de maior queda, com -0,47%, seguidos por Lajes Corporativas (-0,37%) e Ativos Logísticos (-0,20%). Híbridos foram o segmento de maior recuo no pregão, cedendo 0,51%, enquanto Multiestratégia caiu 0,32% e FOFs encerraram levemente positivos, com alta de 0,04%. Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram ITRI11 (+1,6%), HGRE11 (+0,9%) e VILG11 (+0,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-3,2%), PVBI11 (-2,0%) e KNRI11 (-1,6%).

Economia

O preço do petróleo segue pressionado em meio ao impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. No Japão, o Banco Central manteve a taxa básica de juros em 0,75%, conforme amplamente esperado, mas em decisão dividida (6 a 3) que aumentou a probabilidade de uma alta na reunião de junho.

No Brasil, o Boletim Focus registrou nova alta nas projeções de inflação, com a mediana das estimativas para o IPCA de 2026 subindo de 4,80% para 4,86%. Publicamos ainda ontem o relatório Esquenta do Copom, no qual avaliamos que o Comitê realizará mais um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic (para 14,50%) na reunião que se inicia hoje, com comunicado mais duro (hawkish) do que o anterior.

Na agenda doméstica de hoje, destaque para a divulgação do IPCA-15 de abril pelo IBGE. No exterior, atenções voltadas para o índice de confiança do consumidor do Conference Board nos Estados Unidos.

(da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)