DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem dados e índices relevantes para serem divulgados
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(Brasília-DF, 28/02/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil sem divulgação da dados e índices relevantes.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,3%), após uma semana de perdas e com resultados mais modestos de Nvidia. As taxas das Treasuries recuam pela manhã, enquanto os mercados aguardam dados de inflação, os mais esperados da semana.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,3%), após Trump ameaçar mais uma vez tarifas de 25% sobre a região. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -2,0%; HSI: -3,3%), após Donald Trump, presidente dos EUA, confirmar que as tarifas contra México e Canadá entrarão em vigor na próxima semana, trazendo riscos em relação à situação chinesa.
IFIX
O índice de fundos imobiliários (IFIX) registrou nova alta, de 0,30%, na quinta-feira, em meio à véspera de anúncio de rendimentos de grande parte dos fundos que compõem o índice. Entre os destaques positivos, figuraram GZTI11 (+4,2%), KNHF11 (+2,5%) e KORE11 (+2,3%). Já entre os destaques negativos, destacaram-se BROF11 (-2,8%), PATL11 (-2,1%) e VIUR11 (-1,9%).
No cenário internacional, as declarações de Donald Trump sobre tarifas de importação foram novamente o destaque. Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos havia dito que as tarifas sobre México e Canadá começariam apenas em abril. Ontem, no entanto, Trump afirmou que elas entrariam em vigência em 4 de março, mesmo dia em que a tarifa de 10% sobre a China será aplicada. As falas contribuíram para a apreciação do dólar e o aumento nos preços internacionais do petróleo.
Na agenda econômica desta sexta-feira, destaque para a publicação do núcleo do deflator PCE dos Estados Unidos referente a janeiro. A medida de inflação favorita do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve registrar elevação de 0,3% em comparação a dezembro e 2,6% no acumulado dos últimos doze meses. A divulgação anterior mostrou altas de 0,2% e 2,8%. Além disso, os analistas de mercado irão acompanhar os dados de renda e gastos pessoais no mês passado (exp: 0,4% e 0,2%, respectivamente).
No cenário internacional, as declarações de Donald Trump sobre tarifas de importação foram novamente o destaque. Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos havia dito que as tarifas sobre México e Canadá começariam apenas em abril. Ontem, no entanto, Trump afirmou que elas entrariam em vigência em 4 de março, mesmo dia em que a tarifa de 10% sobre a China será aplicada. As falas contribuíram para a apreciação do dólar e o aumento nos preços internacionais do petróleo.
Na agenda econômica desta sexta-feira, destaque para a publicação do núcleo do deflator PCE dos Estados Unidos referente a janeiro. A medida de inflação favorita do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve registrar elevação de 0,3% em comparação a dezembro e 2,6% no acumulado dos últimos doze meses. A divulgação anterior mostrou altas de 0,2% e 2,8%. Além disso, os analistas de mercado irão acompanhar os dados de renda e gastos pessoais no mês passado (exp: 0,4% e 0,2%, respectivamente).
IBOVESPA +0,02% | 124.799 Pontos. CÂMBIO +0,47% | 5,83/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem próximo da estabilidade, com leve alta de 0,02%, aos 124.799 pontos. O índice resistiu à queda significativa de Petrobras (PETR3, -5,6%; PETR4, -3,5%), pressionada pelos resultados do 4T24 (veja aqui mais detalhes), e atuou na contramão dos mercados globais (S&P 500, -1,6%; Nasdaq, -2,8%), cujo movimento foi influenciado pelo balanço da Nvidia (veja aqui o comentário), que levou a uma queda de 8,5% em suas ações e impactou outras empresas relevantes do setor de tecnologia dos EUA.
O principal destaque positivo do dia foi Embraer (EMBR3, +12,1%), impulsionada por resultados do 4T24 acima das expectativas do mercado (veja aqui mais detalhes) e contribuindo para que o índice se segurasse durante o pregão. Na ponta negativa, Marcopolo (POMO4, -6,4%) sofreu após a divulgação de seus resultados, apesar de nossos analistas considerarem o desempenho das ações como imerecido (veja aqui o comentário).
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira (27) com abertura ao longo da curva. No Brasil, apesar da Pnad ter apontado aumento na taxa de desocupação (+0,3% T/T), reforçando a visão de desaceleração da atividade no país, a cautela com a condução da política fiscal levou a um aumento da precificação de risco nos ativos locais. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,81% (+6,6bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,83% (+8,5bps); DI jan/29 em 14,81% (+12bps); DI jan/31 em 14,92% (+16,3bps).
Economia
A taxa de desemprego brasileira subiu de 6,2% no 4º trimestre para 6,5% no trimestre móvel até janeiro. Esse resultado veio ligeiramente abaixo das expectativas (XP e mediana de mercado: 6,6%). Considerando nossa estimativa mensal e dessazonalizada, por sua vez, a taxa de desemprego subiu de 6,4% para 6,6%. O indicador tem oscilado em torno de 6,5% desde outubro de 2024. O rendimento real médio do trabalho cresceu pelo quarto mês consecutivo, acumulando elevação de 4,4% na comparação anual. Essa dinâmica corrobora nosso cenário de desaceleração gradual da atividade doméstica ao longo de 2025.
O resultado primário do governo central registrou superávit de R$ 84,9 bilhões em janeiro, um pouco abaixo do consenso de mercado (R$ 88,1 bilhões) e da nossa estimativa (R$ 88,6 bilhões). Em termos reais, houve crescimento de 2,2% em relação a janeiro de 2024. No acumulado em 12 meses, entretanto, o resultado primário atingiu déficit de R$ 42,2 bilhões (0,3% do PIB). Nosso cenário prevê saldo negativo de R$ 78,6 bilhões em 2025, ou R$ 39,8 bilhões para o cálculo da meta, o que requer um esforço fiscal relativamente pequeno (R$ 8,0 bilhões). Por outro lado, continuamos a ver pressão no lado das despesas e, com isso, um bloqueio de R$ 12,0 bilhões deve ser necessário para o cumprimento do limite de gastos este ano.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)