31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção a divulgação da PNAD contínua e estatísticas fiscais

Veja mais números

Publicado em
Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 27/02/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção a PNAD contínua de emprego e estatísticas fiscais externas de janeiro.

Veja mais:

Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +0,6%), após 4 dias de queda e enquanto o mercado fica atento aos resultados mais mornos de Nvidia. As taxas dos Treasuries recuam pela manhã, com escalada da guerra comercial e crescimento econômico fraco.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,6%), após Trump ameaçar mais uma vez tarifas de 25% sobre a região. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: +0,2%; HSI: -0,3%), com resultados mais fracos de Nvidia, que viu suas ações apresentarem leve queda nas negociações do pós-mercado, e após novas ameaças de tarifas do presidente americano Donald Trump contra a União Europeia.

IFIX

O índice de fundos imobiliários (IFIX) reverteu a tendência positiva observada durante boa parte do pregão e encerrou a quarta-feira em queda de 0,38%. Esse movimento foi impulsionado principalmente pelo desempenho negativo dos FIIs de tijolo, que registraram uma performance média de -0,71%. Por outro lado, os FIIs de papel permaneceram praticamente estáveis, com uma performance média de 0,01%. Entre os destaques positivos, figuraram PATL11 (+2,4%), KCRE11 (+1,6%) e CVBI11 (+1,3%). Já os destaques negativos foram CCME11 (-5,6%), GZIT11 (-3,2%) e KNHF11 (-2,7%).

Economia

No cenário internacional, agenda leve de indicadores nessa quinta-feira. O destaque será a leitura da segunda do PIB americano do 4T24 – o mercado mantém a perspectiva de 2,3% de crescimento anualizado, em linha com a primeira leitura. Além disso, os pedidos semanais de seguro-desemprego serão divulgados e podem engendrar movimentação nos preços de ativos, caso venha descolado do patamar recente, de aproximadamente 220 mil.

IBOVESPA -1,0% | 124.769 Pontos.   CÂMBIO +0,9% | 5,80/USD

Ibovespa

Na quarta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,0%, aos 124.769 pontos, repercutindo a publicação do relatório Caged de janeiro, que mostrou uma geração líquida de empregos formais bem acima das expectativas, o que reforçou as preocupações do mercado em relação à inflação e contribuiu para uma abertura da curva de juros. O câmbio também sofreu uma depreciação significativa durante o pregão, com o dólar terminando o dia em R$ 5,81 (+1,0%).

A temporada de balanços do 4T24 também movimentou o mercado, influenciando o desempenho dos principais destaques do dia. Na ponta negativa, temos IRB (IRBR3, -18,3%), Weg (WEGE3, -8,7%; veja aqui o comentário) e Vivo (VIVT3, -7,1%; veja aqui mais detalhes), todas repercutindo a divulgação de seus resultados. Já o destaque positivo foi Ambev (ABEV3, +5,5%), também devido aos resultados do 4T24, que vieram acima das expectativas (veja aqui o comentário).

Nesta quinta-feira, será divulgada a Pnad de fevereiro com os dados da taxa de desemprego no Brasil. Pela temporada de resultados do 4T24, os destaques serão C&A, Copel, Embraer, Fleury, Grendene e Localiza. Já pela temporada internacional, os principais balanços serão os de Vistra e Warner Bros Discovery.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira (26) com forte abertura ao longo da curva. No Brasil, o Caged apontou a criação de 137 mil vagas de emprego com carteira assinada, superando as estimativas do consenso (50 mil) e reforçando a visão de que o mercado de trabalho segue aquecido. Além disso, a cautela dos investidores em relação à condução da política fiscal do país se intensificou no pregão. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,76% (+16,5bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,8% (+32bps); DI jan/29 em 14,82% (+41,5bps); DI jan/31 em 14,9% (+37,3bps). Nos EUA, apesar da reação negativa do mercado com a imposição de tarifas por parte do governo Trump ao Canadá e México, a baixa adesão no leilão de T-Notes arrefeceu os rendimentos dos títulos. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,05% (-2,0bps), enquanto os de dez anos em 4,25% (-5,0bps).

O relatório Caged revelou a criação líquida de 137,3 mil empregos formais em janeiro, compensando a leitura fraca de dezembro. Salários seguem em alta, dando suporte à atividade doméstica, mas com repercussões altistas para a inflação.

Na agenda de hoje, destaque para a divulgação dos dados de emprego de janeiro pela Pnad Contínua, que deve mostrar alta na taxa de desemprego – as atenções estarão, novamente, voltadas para a dinâmica salarial. Além disso, o Tesouro Nacional trará as estatísticas fiscais do governo central de janeiro.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)