DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e divulgação do Novo Caged
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(Brasília-DF, 26/02/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil a divulgação dos números do Novo Caged.
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Nesta quarta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +0,5%; Nasdaq 100: +0,8%), enquanto os investidores aguardam o resultado da Nvidia, que será divulgado hoje após o fechamento do mercado. As taxas das Treasuries avançam pela manhã, com o mercado à espera de dados econômicos, incluindo informações sobre o setor imobiliário.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,8%), com os resultados corporativos em destaque. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: +0,9%; HSI: +3,3%), lideradas pelos setores de consumo e tecnologia, após Hong Kong se comprometer, em seu anúncio orçamentário, a se desenvolver como um polo de inteligência artificial.
IFIX
O índice de fundos imobiliários (IFIX) registrou uma leve alta de 0,15% na terça-feira, impulsionado principalmente pelo desempenho dos FIIs de tijolo, que tiveram um ganho médio de 0,26% no dia, enquanto os FIIs de papel permaneceram praticamente estáveis, com uma performance média de 0,08%. Entre os destaques positivos, figuraram PVBI11 (+4,5%), RBRL11 (+3,4%) e HSAF11 (+3,0%). Já entre os destaques negativos, destacaram-se BBIG11 (-2,9%), HCTR11 (-2,6%) e JSRE11 (-2,2%).
Economia
A confiança do consumidor nos Estados Unidos mostrou retração pelo terceiro mês seguido e atingiu o menor valor em 3 anos e meio, um reflexo da deterioração da renda em função da alta da inflação e da preocupação com o efeito de tarifas gerais a serem implementadas pela administração Trump. A confiança do consumidor é um indicador antecedente importante de consumo e a queda pode apontar uma retração da atividade no futuro.
IBOVESPA + 0,46% | 125.980 Pontos. CÂMBIO 0,0% | 5,75/USD
Ibovespa
Na terça-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,5%, aos 125.980 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, -0,5%; Nasdaq, -1,4%), repercutindo a divulgação do IPCA-15 de fevereiro, que veio abaixo das expectativas do mercado.
Entre os destaques positivos do dia, a Vibra (VBBR, +5,7%) subiu mesmo após a divulgação de resultados fracos referentes ao 4T24, que já eram antecipados, e em meio a notícias positivas de normalização das margens para o próximo trimestre e anúncio de distribuição de dividendos e JCP (veja aqui o comentário). Já o principal desaque negativo do dia foi MRV (MRVE3, -4,7%), também repercutindo os resultados do 4T24 da companhia (veja aqui mais detalhes)
Nesta quarta-feira, o destaque da agenda econômica será o relatório Caged referente a janeiro. Pela temporada de resultados do 4T24, os principais nomes serão Alupar, Ambev, Braskem, BRF, Intelbras, Iochpe-Maxion, Klabin, Marfrig, Petrobras e WEG. Já pela temporada internacional, todos os olhos estarão voltados para o resultado de Nvidia, mas também teremos AB Inbev, Lowe’s, Paramount e Salesforce.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com movimentos mistos ao longo da curva. No Brasil, a ponta curta da curva foi beneficiada pela retirada de risco global, embora mitigada pela aceleração da inflação divulgada no IPCA-15. Já os vértices intermediários e longos precificaram preocupações crescentes com a trajetória fiscal do país. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,59% (- 4,9bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,48% (- 4bps); DI jan/29 em 14,41% (+4,5bps); DI jan/31 em 14,54% (+8,1bps). Nos EUA, o Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, criticou a gestão anterior do Tesouro e afirmou que não mudará sua estratégia de utilizar dívidas mais alongadas para o financiamento do governo no curto prazo, uma sinalização vista como positiva pelos investidores. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,07% (-6,0bps), enquanto os de dez anos em 4,30% (-10,0bps).
No Brasil, a inflação medida pelo IPCA-15 veio abaixo das expectativas, mas registrou o maior valor desde 2016. De maior importância, a abertura da inflação mostrou pressões significativas em serviços, alimentos e bens industriais, reforçando nossa percepção de que o resultado do mês não traz alívio para a inflação no Brasil neste ano.
Na agenda do dia, serão divulgados dados de vendas de casas novas e concessão de alvarás de construção nos Estados Unidos. Além disso, teremos os discursos de dois presidentes do Fed, Tom Barkin (Richmond) e Raphael Bostic (Atlanta). No Brasil, destaque para a criação líquida de empregos formais do Caged que, conforme já antecipado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, deve superar a marca de 100 mil novos empregos em janeiro.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)