31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em baixa e no Brasil atenção a divulgação do IPCA-15

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Mercados globais em queda

(Brasília-DF, 25/02/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em baixa e no Brasil atenção para divulgação do IPCA-15.

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Nesta terça-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em baixa (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), enquanto os investidores aguardam o resultado da Nvidia, que será divulgado amanhã. As taxas dos Treasuries recuam pela manhã, com o mercado à espera de dados econômicos, incluindo informações sobre o setor imobiliário.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,3%), impulsionadas pelo setor de saúde, com a Novo Nordisk disparando após a Hims & Hers anunciar, durante sua call de resultados, que pode interromper a venda de compostos de semaglutida. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -1,1%; HSI: -1,3%), em meio ao aumento da aversão ao risco após ameaças tarifárias do presidente americano Donald Trump.

IFIX

O índice de fundos imobiliários, o IFIX, apresentou alta de 0,21% na segunda-feira. Os FIIs de papel integrantes do IFIX tiveram desempenho médio de 0,06%, enquanto os FIIs de tijolo tiveram performance média de 0,31% no dia.  Os destaques positivos do dia foram KIVO11 (+7,2%), BBIG11 (+5,5%) e MFII11 (+2,9%). Já os principais destaques negativos foram HCTR11 (-2,9%), BROF11 (-2,9%) e CCME11 (-2,0%).

Economia

O índice de confiança do consumidor de fevereiro nos EUA deve mostrar a terceira queda mensal consecutiva. Os mercados discutirão se a desaceleração é suficiente para o Federal Reserve (banco central) voltar a considerar cortes dos juros. Na Alemanha o PIB de 2024 recuou 0,2%, caindo pelo segundo ano consecutivo.

IBOVESPA -1,36% | 125.401 Pontos       CÂMBIO +0,42% | 5,75/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou ontem em queda de 1,4%, aos 125.401 pontos, e com 76 dos 87 papéis do índice finalizando no campo negativo. O dia foi marcado por falas do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmando que os números do Caged de janeiro devem mostrar uma criação de mais de 100 mil vagas de empregos formais, reforçando os temores do mercado em relação a pressões inflacionárias. Como resultado, os ativos locais sofreram durante o pregão: a curva de juros abriu e o dólar terminou o dia em R$ 5,77 (+0,7%). Além disso, o mercado operou com cautela no aguardo do pronunciamento em rede nacional do presidente Lula.

O principal destaque positivo do dia foi Azul (AZUL4, +4,1%), repercutindo resultados positivos da companhia referentes ao 4T24 (veja aqui o comentário). Na ponta negativa ficaram os papéis mais sensíveis a juros, como Azzas 2154, Vamos e Magazine Luíza (AZZA3, -7,5%: VAMO3, -6,9%; MGLU3, -5,6%), pressionados pela abertura da curva de juros.

Nesta terça-feira, o destaque da agenda econômica será o IPCA-15 de fevereiro no Brasil. Pela temporada de resultados do 4T24, teremos CBA, Marcopolo, Raia Drogasil e Vivo. Por fim, pela temporada internacional, os destaques serão Home Depot e Instacart.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com forte abertura ao longo da curva. No Brasil, o mercado se antecipou a uma possível deterioração das condições fiscais. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 14,65% (+14,7bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,58% (+20,7bps); DI jan/29 em 14,47% (+17,7bps); DI jan/31 em 14,56% (+16bps). Nos EUA, o presidente Trump afirmou que as negociações para o fim do conflito na Ucrânia estão avançadas e que estão próximos de um acordo de paz, reduzindo a precificação de risco nos ativos globais. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,13% (-6,0bps), enquanto os de dez anos em 4,40% (-2,0bps).

No Brasil, atenções se voltam para o IPCA-15 de fevereiro, que deve acelerar para além de 5.0% em 12 meses.  O governo sinalizou que discute a possibilidade de liberar recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) das pessoas que aderiram ao “saque aniversário” e foram demitidos recentemente. De acordo com as nossas estimativas, este montante levaria a um aumento  da renda disponível real das famílias em 2,8% em 2025 (face aos 2,3% anteriormente estimados).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)