Lula, durante ato em Macapá, volta a dizer que “os pobres precisam participar da vida econômica do país”
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( Publicada originalmente às 15h 20 do dia 13/02/2025)
(Brasília-DF, 14/02/2025) Nesta quinta-feira, 13, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda em Macapá, capital do Amapá. O primeiro ato foi a entrega de 282 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. As unidades do Residencial Nelson dos Anjos, em Macapá, vão abrigar mais de mil pessoas.
Lula fez a entrega simbólica das chaves para algumas moradoras, e lembrou da prioridade de registros dos imóveis em nome das mulheres, por serem mais conectadas à responsabilidade com a família.
“Eu sei a emoção que vocês sentem. É por isso que tenho muito orgulho de olhar para vocês e dizer: nunca na história um governo fez tanta habitação popular como nós fazemos, porque sabemos como é isso.”, disse.
O presidente Lula destacou o empenho do Governo Federal na geração de emprego e renda para a população. “Quero transformar os pobres a ter uma vida digna e decente. Tenho uma máxima, dinheiro na mão do povo significa desenvolvimento econômico e distribuição de riqueza e assim a economia cresce. Os pobres precisam participar da vida econômica do país”, afirmou.
O Residencial Nelson dos Anjos recebeu investimento de R$ 23,3 milhões por meio de parceria com o governo do estado. O ministro Jader Filho (Cidades) ressaltou que mais de 1.200 unidades do Minha Casa, Minha Vida já foram entregues no Amapá desde 2023.
“As famílias que vão morar no residencial moravam em palafitas, viviam em área degradada. Agora vão ter a dignidade de ter esgotamento sanitário, água tratada e de estarem em um bairro perto de emprego, escola e posto de saúde”.
O governador do Amapá, Clécio Luís, citou as oportunidades de lazer incluídas no residencial. “Tem biblioteca e os móveis foram feitos por moradores dos residenciais, que receberam capacitação para móveis planejados”, disse.
Além das moradias populares, foram doados terrenos da União ao estado para regularização fundiária. A oficialização da doação da Gleba Cumaú (Área J), na capital do estado, era esperada há mais de 35 anos. São mais de 1 milhão de metros quadrados que terão melhorias na urbanização e na estrutura de saneamento. “No meu primeiro mandato, colocamos 49 milhões de hectares à disposição da reforma agrária. Depois, mais 2 milhões. Chegamos a 51 milhões de hectares disponibilizados para a reforma agrária. Mais de 52% de todas as terras disponibilizadas em 500 anos para a reforma agrária foram no nosso governo”, disse o presidente Lula.
Outros seis termos de cessão de direitos e doação das terras da União foram assinados. São as glebas Uruguinha, Rio Pedreira, Tucunaré, Aporema, Matapi, Matapi-Curiaú-Vila-Nova, que representam mais segurança jurídica para as pessoas físicas e empreendedores da região. “São 600 mil hectares de terra sendo transferidos para o desenvolvimento do Amapá e do seu povo”, disse o ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar).
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Durante a cerimônia, foi assinada a Ordem de Serviço para o início das obras do Campus Tartarugalzinho do Instituto Federal do Amapá (IFAP). O local, com capacidade para 1.400 alunos, receberá R$ 25 milhões em investimentos do Novo PAC — sendo R$ 15 milhões para infraestrutura e R$ 10 milhões para equipamentos e mobiliário. A unidade é um dos 100 novos campi previstos com a expansão dos Institutos Federais. O ministro Camilo Santana (Educação) relatou que os investimentos no estado, que totalizam R$ 147 milhões na educação, expandem o acesso à educação de qualidade para os amapaenses. “São R$ 73 milhões para construção de novas escolas de tempo integral, creches e transporte escolar para o estado do Amapá”, relatou.
Camilo Santana também ressaltou a presença do programa Pé-de-Meia no estado. “São várias políticas em parceria com os municípios e o governo do estado. É escola de tempo integral, é o Compromisso Criança Alfabetizada na idade certa, e o Pé-de-Meia, que já beneficia 25 mil jovens no Amapá. Não queremos nenhum aluno fora da escola”, disse.
Foi oficializado, também, o arrendamento do terminal MCP03, no Porto de Santana (AP), destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, especialmente soja e milho.
O ministro Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) enfatizou que o arrendamento vai gerar mais desenvolvimento econômico para o estado, além de gerar empregos diretos. “Os investimentos no terminal de granéis vegetais vão ser muito importante para o escoamento dos grãos aqui da região”, disse o ministro. O porto receberá aporte de R$ 89 milhões ao longo de 25 anos de contrato. Entre as melhorias previstas estão a ampliação do Píer 1, dragagem de aprofundamento e pavimentação do espaço externo. O ministro destacou que, no total, os investimentos previstos para o Porto de Santana giram em torno de R$ 200 milhões. “No mês de agosto, será feito mais um leilão que vai gerar mais 85 milhões em investimentos”, afirmou.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)