COMÉRCIO: Comércio varejista em 2024 chegou a 4,7%, informa PMC do IBGE; é om maior crescimento para o setor desde 2012
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( Publicada originalmente às 09h 32 do dia 13/02/2025)
(Brasília-DF, 14/02/2025) Na manhã desta quinta-feira, 13, o IBGE divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio( PMC) apontando que o volume de vendas no comércio varejista nacional variou -0,1% frente a novembro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral teve variação nula (0,0%).
Na série sem ajuste sazonal, frente a dezembro de 2023, o comércio varejista apresentou crescimento de 2,0%, acumulando expansão de 4,7% em 2024.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças; material de construção; e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 1,1% em dezembro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral apresentou variação de -0,7%.
No ano, o crescimento de 4,7% foi um desempenho superior a todos os anos anteriores desde 2012, quando o resultado foi de 8,4%. O crescimento de 2024 levou também a série do índice de base fixa do volume com ajuste sazonal a novos níveis recordes sucessivos, o que não acontecia desde 2020, atingindo o patamar máximo em outubro.
A passagem de novembro para dezembro de 2024 registrou variação de -0,1%, segundo resultado na faixa de variação entre +0,5% e -0,5%, considerado estabilidade.
Cinco das oito atividades ficaram no campo negativo, na série com ajuste sazonal
A variação de -0,1% no volume de vendas do comércio varejista, de novembro para dezembro de 2024, teve predominância de taxas negativas, atingindo cinco das oito atividades pesquisadas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,3%), Combustíveis e lubrificantes (-3,1%), Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%).
Apenas três dos oito grupamentos pesquisados não registraram taxa negativa: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,6%), Móveis e eletrodomésticos (0,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,8%). Já no varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças e Material de construção caíram: -0,8% e -2,8%, respectivamente.
Varejo aança 4,7% em 2024, oitavo ano consecutivo de resultados positivos
O comércio varejista acumulou crescimento de 4,7% em 2024, fechando o oitavo ano consecutivo com ganhos e o maior da série de crescimento, uma vez que o maior valor do período tinha sido de 2,3% em 2018. O resultado de 2024 remete, em termos de amplitude, a 2013 (4,3%), sendo superado apenas por 2012 (8,4%).
No varejo ampliado, o resultado foi positivo em 4,1%, seguindo trajetória positiva de 2023 (2,3%). Setorialmente, oito das onze atividades acumularam ganhos em 2024: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (14,2%), Veículos e motos, partes e peças (11,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,1%), Material de construção (4,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,6%), Móveis e eletrodomésticos (4,2%), Tecidos, vestuário e calçados (2,8%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,7%).
Três atividades terminaram 2024 com perdas em relação a 2023: Combustíveis e lubrificantes (-1,5%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,1%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,7%).
Vendas diminuem em 20 unidades da federação em relação a novembro
Na passagem de novembro para dezembro de 2024, o volume de vendas no comércio varejista mostrou recuo em 20 das 27 unidades da federação, com destaque para Amapá (-9,3%), Espírito Santo (-6,2%) e Roraima (-5,5%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 7 das 27 unidades da federação, com destaque para Distrito Federal (4,5%), Rio de Janeiro (2,9%) e Pernambuco (1,4%).
Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre novembro e dezembro teve resultados negativos em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para Amapá (-12,6%), Mato Grosso (-6,5%) e Espírito Santo (-4,7%). Por outro lado, pressionando positivamente, figuram 8 das 27 unidades da federação, com destaque para Distrito Federal (3,1%), Bahia (1,9%) e Sergipe (1,7%).
Na comparação anual, vendas sobem em 23 das 27 unidades da federação
Frente a dezembro de 2023, a variação das vendas no comércio varejista foi de 2,0%, com resultados positivos em 23 das 27 unidades da federação, com destaque para Rio Grande do Sul (8,1%), Pernambuco (6,3%) e Distrito Federal (6,3%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 4 das 27 unidades da federação, com destaque para Amapá (-7,1%), Mato Grosso (-6,3%) e Maranhão (-3,3%).
Já no comércio varejista ampliado, a variação entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024 teve predomínio de resultados no campo positivo: 20 das 27 unidades da federação, com destaque para Rio Grande do Sul (10,8%), Paraíba (7,2%) e Piauí (7,1%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 6 das 27 unidades da federação, com destaque para Mato Grosso (-2,5%), Amapá (-1,7%) e São Paulo (-1,1%). Minas Gerais apresentou estabilidade (0,0%) na comparação interanual.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)