31 de julho de 2025
Brasil e Poder

MERCADO: Mesmo com a crise do aço, B3 avança e dólar cai a R$ 5,77

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B3 avança e dolar cai, mesmo com a crise do aço e do alumínio

( Publicada originalmente às 20h 00 do dia 11/02/2025) 

(Brasília-DF, 12/02/2025)  Nesta terça-feira, 11, mesmo com a crise comercial entre Estados Unidos e Brasil o Ibovespa avançou 0,76%  e o principal índice da B3 encerrou aos 126.522 pontos.

O dólar, por sua vez, teve a segunda sessão consecutiva de baixa, recuou 0,31% contra o real e fechou cotado a R$ 5,77.

O otimismo local veio na esteira da divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que subiu 0,16% em janeiro. Com isso, o acumulado em 12 meses recuou para 4,56%.

A divulgação trouxe alívio para a curva de juros e beneficiou ações ligadas à economia local. Entre as maiores altas do dia, estiveram Carrefour, Hapvida e TIM Brasil, que avançaram 10,08%, 7,26% e 6,95%, respectivamente.

No caso do Carrefour, a alta veio após a notícia de que a empresa vai fechar o capital de sua subsidiária brasileira Atacadão.

Na ponta negativa, os papéis da Vale recuaram 0,43%. As ações reagiram à confirmação de novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 25% sobre aço e alumínio.

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Quais as cinco perguntas que se faz sobre a ESG.  O assunto ganhou corpo após Donald Trump trabalhar contra a diversidade.

1. Qual é o sentimento atual em relação à agenda ESG?

 Embora o interesse na estruturação de produtos ESG permaneça limitado, temas específicos estão captando cada vez mais a atenção do mercado. Para os investidores, a polarização do tema (notadamente nos EUA) não foi suficiente para prejudicar a forma como os gestores de ativos locais integram ESG em suas estratégias de investimento. Nesse contexto, observamos uma abordagem mais pragmática, com os investidores se concentrando em capturar oportunidades por meio de empresas bem posicionadas, ao mesmo tempo em que reduzem a exposição para gerenciar potenciais riscos.

2. Como a eleição de Trump afeta a agenda? O potencial impacto de um segundo governo Trump na agenda ESG foi um dos tópicos mais discutidos durante as reuniões. Embora os investidores reconheçam os riscos da retórica anti-ESG de Trump¹, muitos demonstraram interesse em distinguir entre o que é “ruído político” e quais os temas que devem continuar avançando. Como evidenciado pelos estados republicanos - que se beneficiaram economicamente dos investimentos em energia limpa - os investidores concordaram que as oportunidades econômicas oriundas da transição energética global são significativas demais para serem ignoradas. Dada a postura pró negócios de Trump, os investidores não esperam uma mudança nas políticas (e projetos) que estão gerando crescimento econômico. Em um tom menos positivo, preocupações foram pontuadas sobre a agenda de diversidade, equidade e inclusão, frente ao recuo de iniciativas por diferentes empresas norte-americanas desde a posse de Trump. Com relação aos possíveis efeitos colaterais em outras regiões do mundo, os investidores concordaram que ainda é muito cedo para tirar conclusões. Entretanto, concordaram que uma postura menos ativa dos EUA na diplomacia climática pode prejudicar os esforços multilaterais. Ao mesmo tempo, pode abrir espaço para que outros países assumam um papel de liderança, inclusive o Brasil.

3. Quais são os próximos passos do mercado de carbono regulado do Brasil? O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) continua atraindo a atenção dos investidores, que buscam antecipar o possível impacto sobre as empresas com alto nível de emissão de gases de efeito estufa. Embora existam muitas incertezas que dependem de decisões (e confirmações) do governo, os investidores parecem interessados em ter mais cor sobre: (i) o cronograma de implementação do mercado; (ii) a parcela das emissões do país que será coberta pelo mercado; (iii) o método de precificação do carbono; e (iv) se o RenovaBio será integrado ao mercado regulado.

4. Quais são as oportunidades de investimento na transição energética? Os investidores estão cada vez mais interessados nas oportunidades oriundas da transição energética, com foco especial para: (i) a perspectiva positiva para o biometano, principalmente frente ao crescimento esperado da demanda; e (ii) infraestrutura de energia limpa, tecnologia de baterias e eficiência energética, impulsionadas pelo aumento do consumo de energia dos data centers e a expansão da inteligência artificial.

5. Como os investidores estão engajando com as empresas? Reconhecendo a falta de ativismo acionário no Brasil, os investidores compartilharam o interesse de gradualmente exercer uma maior influência sobre as companhias investidas. Embora o engajamento seja a estratégia preferida, ainda há dúvidas sobre como fazê-lo, se por meio de: (i) empresa ou tema; e (ii) reuniões regulares ou envio de questionários. Em termos de tópicos, observamos um crescente escrutínio dos investidores sobre os compromissos climáticos adotados pelas empresas, com interesse em: (i) acompanhar o progresso (e o atingimento das metas); e (ii) detalhamento do orçamento alocado para atingir esses objetivos.

 

( da redação com informações de Bloomberg Linea e XP. Edição: Política Real)