CORRUPÇÃO: Anistia Internacional informa que Brasil tem seu o pior desempenho no Índice de Percepção de Corrupção; na Europa, o pior desempenho é na Hungria que está a sendo comandada pela extrema-direita
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( Publicada originalmente às 10h 05 do dia 11/02/2025)
Com Agências.
(Brasília-DF, 12/02/2025) Nesta terça-feira,11,a ONG Transparência Internacional divulgou o seu Índice de Perceção da Corrupção,
O Brasil ficou em 2024 na sua pior posição no ranking da Transparência Internacional desde 2012. Com 34 pontos, o país caiu três posições em relação ao ano passado, figurando agora na 107º lugar entre 180 países e territórios que são avaliados com notas que vão de zero (altamente corruptos) a 100 (muito íntegros). A pesquisa é feita com especialistas e empresários de cada nação sobre como a integridade do setor público de seus países é percebida.
A média do país também ficou abaixo da média global (43 pontos) e da média das Américas (42 pontos). O Brasil ficou empatado no ranking com países como Argélia, Nepal, Tailândia, Maláui, Peru e Níger.
Europa
A corrupção nos países da União Europeia piorou pelo segundo ano consecutivo, de acordo com um índice anual divulgado nesa terça-feira, que classificou a Hungria como o pior desempenho do bloco e encontrou grandes economias como a França e a Alemanha recuando.
A Transparência Internacional (TI) afirmou que, dos 180 países investigados, cerca de um quarto registou a pontuação mais baixa desde que a ONG começou a utilizar a metodologia atual para a sua classificação global, em 2012.
O índice da TI mede a percepção da corrupção no sector público de acordo com 13 fontes de dados, desde o Banco Mundial a empresas privadas de consultoria e risco, classificando os países e territórios numa escala de 0 a 100, de "altamente corruptos" a "muito limpos".
Hungria e Eslováquia em destaque
No fundo da classificação regional da Europa Ocidental e da UE está a Hungria, com uma pontuação de 41, menos um ponto do que no ano passado. A TI destaca a "corrupção sistémica e o declínio contínuo do Estado de direito" durante os 15 anos de governação do primeiro-ministro Viktor Orbán.
O relatório faz referência às recentes sanções impostas pelos EUA a Antal Rogán, funcionário do governo húngaro, chefe de gabinete do primeiro-ministro e colaborador próximo de Orbán, por alegada corrupção relacionada com a distribuição de contratos públicos a supostos aliados.
Orbán e o seu partido no poder, o Fidesz, têm negado repetidamente as alegações de corrupção.
A Bulgária, a Roménia e Malta foram os outros países da região com resultados mais baixos, enquanto a Eslováquia foi apontada como um país a se observar, depois de a sua pontuação ter descido cinco pontos, para 49, no primeiro ano completo do governo do primeiro-ministro Robert Fico.
"Numerosas reformas corroem os controlos anti-corrupção e contornam a consulta pública", refere o relatório.
Nas últimas semanas, têm-se registado grandes manifestações em Bratislava, a capital da Eslováquia, com os manifestantes a acusarem Fico de minar os valores democráticos e de se aproximar da Rússia. Fico tem afirmado que os seus opositores estão a tentar derrubar o governo.
Portugal obteve 57 pontos em 100, fixando-se na 43.ª posição entre os 180 países - um dos piores da Europa Ocidental.
( da redação com informações de DW e Euro News. Edição: Política Real)